Coopermota: compromisso e segurança


 

O ano de 2007 começou com os agricultores pouco animados, depois dos problemas enfrentados pela agricultura na região. O início daquela safra verão não vinha bem, pois novembro de 2006 havia sido seco e os preços em dólar estavam caindo continuamente e não apresentavam sinais de recuperação. Apesar deste início um tanto complicado, a produtividade obtida ficou além das expectativas. A safra de inverno também se iniciou com um cenário negativo pela falta de chuva. Porém, em julho, a situação de estiagem se reverteu e ainda tivemos uma boa safrinha de milho e trigo. Em termos econômicos, ocorreu significativa recuperação dos preços. Para quem conseguiu guardar um pouco de sua produção, o milho chegou ao patamar de R$ 30 a saca, e a soja a R$46.

Com esse cenário, os agricultores do Médio Vale do Paranapanema viram a possibilidade de começar a sair da crise do setor. No entanto, se depararam com amargas surpresas. Alguns produtores que tinham sua safra armazenada em empresas do ramo não conseguiram experimentar esta recuperação nos preços. Algumas cerealistas não conseguiram honrar seus compromissos perante esses agricultores, gerando indignação e decepção, pois após atravessar todo esse caminho difícil - da decisão de implantar uma cultura até a colheita - não puderam usufruir a recuperação nos preços dos produtos.

A Coopermota, durante esses percalços, manteve uma postura muito ética sobre o assunto, pois entende que o que aconteceu agravou muito mais a situação da agricultura da região. Todos perderam, visto o aumento da falta de liquidez do agricultor que já vinha com dificuldades do passado. Toda a economia da região perdeu pelo montante de recursos que deixou de circular.

A postura de isenção da cooperativa sobre o assunto está alicerçada no princípio de melhorar a atividade do agricultor da região, independente de ser ou não cooperado, como tem feito sempre reivindicando em nome de todos.

Nesta safra verão 2007/2008, as lavouras estão se desenvolvendo bem, e um fator importante para isto têm sido as chuvas. Isso anima os produtores uma vez que bons resultados na colheita podem significar o início da normalização de sua liquidez.

Nesse caminho, a Coopermota está sempre ao lado do agricultor, já consolidada como uma excelente opção para recebimento, armazenamento e comercialização da produção de grãos.

Enquanto nos preparamos para comemorar 50 anos de atuação, construímos nossa história pautada na seriedade e na confiança, qualidades essas que são indiscutíveis no desenvolvimento de nosso trabalho. Mantivemo-nos fortes, porque unidos somos fortes. Quantas empresas deixaram de existir nestes últimos 50 anos?

Segurança

A Coopermota tem uma particularidade muito importante se comparada com outras cooperativas agropecuárias no Brasil. Ela está entre as raras cooperativas que têm em seu Estatuto Social determinação explícita quanto à comercialização de grãos. O artigo 67 diz “(...) não poderá vender a produção do cooperado sem sua devida aprovação (...)”. Assim, a venda de grãos é feita somente no momento em que o cooperado autoriza e assina a opção de venda. A diretoria optou por essa mudança em meados da década de 90, pois a região vinha de uma grave crise, ocasionada, entre outros motivos, pela geada de 1994. Naquele momento, cooperativas e cerealistas encerraram suas atividades.

Com a medida, a Coopermota criou mecanismo para evitar que administrações futuras pudessem se aventurar na especulação no mercado de grãos, deixando para o produtor a decisão do melhor momento para vender a sua produção. Isso confirma que a função da Coopermota não é especular. É sim receber, beneficiar e armazenar a produção de seus cooperados, buscando sempre a melhor condição de comercialização. Isso dá segurança para quem deposita na Coopermota, pois tem a certeza de que a sua produção está bem guardada esperando o momento adequado para a comercialização.

Transparência

Outro ponto importante é que os administradores da cooperativa são cooperados, eleitos pelos mesmos, tendo conhecimento e representatividade das necessidades do setor.

O conselho fiscal, também eleito entre os cooperados, tem o poder de fiscalizar tudo que achar necessário. A cooperativa trabalha ainda com auditoria interna, responsável por avaliar diariamente se os processos estão caminhando da forma como foram determinados nas políticas internas, e também auditar tudo que os conselhos de administração e fiscal julgarem necessário. Além disso, a cooperativa conta com auditoria externa internacional para auditar o balanço anual. O documento é apresentado, discutido e aprovado em assembléia geral pelos cooperados.

É claro que quando falamos de Coopermota e cooperativismo, estamos falando em cooperativismo participativo, com responsabilidade e competência. Este sim é o melhor modelo para a região, onde a maioria é pequeno e médio produtor. Uma cooperativa com administração despreparada também pode trazer prejuízos. Na Coopermota buscamos a melhor forma de minimizar os riscos e melhorar a atividade dos nossos cooperados.

Geração de Tecnologia

Com a inviabilização do plantio de trigo no final da década de 80, a Coopermota junto com o IAC e mais duas cooperativas da região foi responsável por toda a criação da tecnologia de plantio de milho safrinha no Vale. Hoje, essa tecnologia é usada em todo o Brasil.

A cooperativa possui uma área experimental em Cândido Mota. É no campo de difusão, em parceria com os mais conceituados institutos de pesquisa, que são testadas e validadas novas cultivares de soja, híbridos de milho e tecnologias em fertilizantes e defensivos. Esse trabalho se estende para a propriedade de seus cooperados, onde também são desenvolvidos ensaios.

Realizamos em 2007, o I CooperShow, evento que contou com a presença de mais de 600 produtores, cujo objetivo é a difusão e atualização tecnológica na produção agrícola dos cooperados. Nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2008, estaremos realizando a segunda edição do evento, com a expectativa de recebermos mais de 1.000 produtores em Cândido Mota.

Representatividade

A Coopermota representa nossa região em todas as câmaras setoriais de interesse de seus cooperados. É a partir daí que cada cadeia propõe políticas para o Governo do Estado.

Ainda em âmbito estadual, somos representados na Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo - Ocesp -, hoje presidida pelo diretor-secretário da Coopermota, Edivaldo Del Grande.

A cooperativa também é credenciada na Companhia Nacional de Abastecimento - Conab -, onde tem acesso a algumas políticas governamentais de garantias de preço, destacando-se os Contratos de Opção de Milho, AGF e EGF. (Colaborou Assessoria de Imprensa da Coopermota)