O motorista cândido-motense, Antonio Carlos
Zanchetta, de 52 anos, morreu, após ser atingido
por um disparo que acertou sua cabeça, no final da
noite deste domingo, dia 21, em Belo Horizonte. Ele
retornava para o posto onde deixou seu caminhão,
quando foi atingido. Segundo informações de
familiares, ainda não se sabe se ele tentou reagir a
um assalto, ou foi vítima de uma bala perdida.
Devido ao ferimento, de acordo com o laudo, ele teve
um traumatismo craniano.
Segundo informou, sua sobrinha, Alessandra Zanchetta,
Antonio trabalhava como caminhoneiro, em uma
transportadora, e neste domingo deixou seu caminhão,
estacionado em um posto de combustíveis, e saiu para
tomar um lanche. Ele retornava para o posto, quando
foi surpreendido por um assalto.
“Quando os bombeiros chegaram ao local do crime,
ainda tentaram reanimá-lo, na calçada, porém não
conseguiram, pois o tiro foi fatal. No momento do
crime, ele estava quase sem nenhum número para
contato e o único telefone que encontraram foi de um
parente em Rondônia, e foi essa pessoa que entrou em
contato com a família aqui em Cândido Mota, para dar
a notícia da morte dele”, disse Alessandra.
Diante da impossibilidade do corpo ser transportado
por avião, tendo em vista a demora na liberação, o
transporte foi feito por carro funerário, e estava
previsto para chegar ao município por volta da meia
noite de hoje.
Apesar de passar parte do tempo trabalhando fora,
Antonio residia em Cândido Mota, com a esposa Selma,
e as filhas Aline, Andressa e Ariane.
“No Natal foi a última vez que meu tio esteve aqui,
e já fazia quase dois meses que estava fora. De Belo
Horizonte, ele pretendia voltar a São Paulo, e
acredito que passaria para rever a família”,
acrescentou.
Alessandra falou também sobre a tristeza da família
com a morte de Antonio.
“Ele era uma pessoa muito querida, companheira,
feliz e amiga. Sempre que tinha um tempo, quando
passava em Cândido Mota, entre um intervalo e outro
de suas longas viagem de trabalho, procurava estar
perto da esposa, filhas e irmãos, com quem tinha
ótima relação. A última vez que o vi foi no meu
casamento em outubro do ano passado, quando fez um
esforcinho para estar presente. Foi uma perda muito
grande para todos nós. Estamos muito tristes com o
ocorrido, foi uma morte muito trágica, brutal”,
destacou ela.