Na segunda-feira, dia
21, uma forte chuva seguida de ventos e granizo
atingiu áreas de lavoura nos municípios de Cândido
Mota, Palmital, Platina e Campos Novos. O agrônomo
do departamento técnico da Coopermota, Jose Roberto
G. Massud, baseado em uma sondagem feita na região
com produtores e agrônomos das demais Unidades da
cooperativa, estima que aproximadamente mil
alqueires de plantações foram atingidos, com
culturas de milho, cana-de-açúcar e mandioca.
A principal lavoura
afetada foi a de milho safrinha, com estágios de
desenvolvimento vegetativo entre 30 a 60 dias de
plantio. Em algumas áreas as plantas já estavam em
fase reprodutiva, com polinização das espigas. Neste
caso, explica Massud, o prejuízo é ainda maior, pois
o ciclo de formação das espigas foi interrompido com
a perda do estilo-estigma - popularmente chamado de
“cabelo do milho”, onde cada um é responsável por um
grão.
Além disso, ocorreu um
acamamento intenso das plantas. “No esforço delas se
reerguerem, consomem muita energia desviando,
portanto, os nutrientes que seriam consumidos para a
formação da espiga. Soma-se a isso a aparição de
doenças nas necroses decorrentes da quebra e do
granizo, o que compromete sensivelmente a
produtividade”, diz o agrônomo da Coopermota.
Nas plantas menores,
com 30 dias de plantio, o técnico observou
diferentes situações. Há áreas onde a perda foi
realmente total, sem chance alguma de recuperação da
lavoura. Outras, é necessário aguardar ao menos uma
semana para ver qual será a resposta, visto que o
granizo feriu o colmo da planta, danificando as vias
de circulação de nutrientes para superfície e folhas
do milho.
Nessa situação se
encontra o cooperado Ademir Andreotti e seu filho
Rodrigo Andreotti. Eles plantam 50 alqueires na
região de Assis, em áreas distintas. Em uma delas a
orientação é para que se aguarde alguns dias. Em
outra, o próprio produtor concorda que a perda é
total.
Com investimento de R$
1.400 por alqueire, sem financiamento e sem seguro,
Ademir já pensa em semear trigo ou aveia branca,
“primeiro para não deixar a terra descoberta e,
segundo, tentar saldar parte do prejuízo”, comenta o
produtor. Ele relata que isto nunca aconteceu antes
e que sente muito pesar, pois este seria um ano um
pouco melhor para a agricultura, considerando os
anos passados de dificuldade financeira e baixa
produtividade. A violência da chuva de granizo
também surpreendeu a Rodrigo, dado o número de
plantas arrancadas e quebradas. O agricultor visitou
outras áreas e estranhou a forma que cada lavoura
foi atingida, pois a tempestade foi bem desuniforme.
Segundo o agrônomo da
Coopermota, tecnicamente não é possível falar
oficialmente em prejuízo, exceto nas áreas onde
visualmente a lavoura está completamente destruída.
Já em outras, onde a plantação está com
aproximadamente 50 dias, não se pode fazer o
diagnóstico de perda, sendo necessário aguardar uma
possível recuperação da planta. (Colaborou
Assessoria de Imprensa)