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Aumento de vereadores é aprovado, mas efeito retroativo ainda é
discutido
A aprovação em segundo turno da PEC (Proposta de Emenda da
Constituição) dos vereadores pela Câmara dos vereadores por 380
votos favoráveis, contra 29 contra e duas abstenções, ocorrida
na noite dessa terça-feira, dia 22, tem sido motivo de muitas
discussões e até à tarde de ontem ainda não tinha nada definido
se a posse ocorrerá de imediato ou se a medida só será válida
para 2012 quando ocorrem novas eleições municipais. A PEC
aumenta o número de vereadores de cerca de 52 mil para cerca de
59 mil, um aumento de aproximadamente 7 mil. Somente em Cândido
Mota o número passa de 9 para 11 vereadores.
Segundo o presidente da Câmara dos vereadores de Cândido Mota,
David Aparecido de Oliveira, (David Leiteiro) ainda não está
nada definido de como ou quando acontecerá essa posse.
“Nós estamos aguardando uma posição do cartório eleitoral para
sabermos quais serão os procedimentos dessa posse. O que sabemos
até agora é que aqui no município serão empossados mais 2
vereadores, porém quem, quando ou como será feito isso nós ainda
não sabemos”, disse David.
Ele que já disse em outra ocasião não ter nada contra o aumento
do número de vereadores, tendo em vista que isso será benéfico
para a população, devido ao aumento da representatividade,
destacou que o que for definido ele cumprirá.
“Se for definido que eu terei que empossar, farei isso com
certeza, porém dependo das orientações para que isso seja
possível. Até mesmo porque a aprovação já deu o que falar e o
Tribunal Superior Eleitoral já se mostrou contra a posse de
imediato. Temos que aguardar para saber o que será definido”,
completou o presidente.
Por sua vez o chefe do cartório eleitoral do município, Edgar
Felix da Silva, também esclareceu que aguarda a posição do TSE e
TRE para saber quais os procedimentos utilizados para definir os
dois novos vereadores.
“Nós ainda não temos nada definido, estamos aguardando o TSE e
TRE para saber como e quando será feito isso. Esperamos as
orientações e assim que tivermos iremos divulgar”, falou Edgar.
Repasse
A emenda aprovada irá reduzir os limites percentuais previstos
na Constituição de repasse de recursos das prefeituras para as
Câmaras de Vereadores. Segundo o texto o percentual irá variar
de 3,5% a 7%.
Deputado acredita que PEC seja válida somente em 2012
Durante sua visita à Cândido Mota o deputado federal Edson
Aparecido (PSDB) falou que apesar de te votado favorável à PEC
(Proposta de Emenda a Constituição) dos Vereadores devido a
alguns municípios terem perdido com a decisão em 2004 parte de
sua representatividade, porém defenda o aumento somente para
2012.
Porém apesar de já ter sido aprovada pela Câmara em segundo
turno, pela maioria dos deputados a emenda tem causado uma
grande polêmica e dividido a opinião dos parlamentares.
Edson falou que votou favorável à emenda devido a alguns
municípios terem sido prejudicados em 2004 com a decisão. “Sou
favorável a emenda para que os municípios que foram prejudicados
ficando com um número de vereadores menor que o necessário,
sejam beneficiados e a quantidade seja restabelecido”, falou o
deputado.
Porém ele disse ser contra a posse dos suplentes logo após a
aprovação em segundo turno da emenda.
“Eu acho que a emenda deve ser aprovada para que haja essa
correção, porém esse aumento dos números de vereadores tem que
ser válido somente para a próxima eleição em 2012 e não
retroativa à 2008 como consta na emenda. Caberá ao TSE definir
se será válido de imediato ou somente em 2012”, completou Edson.
Presidente do TSE entende que emenda é para 2012, mas deputado
rebate
O texto aprovado diz que o aumento de vagas retroage ao pleito
de 2008, mas a eventual posse de suplentes será contestada na
Justiça.
Logo após a aprovação da emenda em plenário, o presidente do
TSE, Carlos Ayres Britto, afirmou entender que a emenda só
valerá para 2012. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), Cezar Britto, avisou que se alguma Câmara de Vereadores
insistir em dar posse a suplentes, a entidade entrará com uma
ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal
Federal (STF) questionando a constitucionalidade da medida.
Opositor da PEC, o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ),
enfatizou essa posição e classificou como “iludidos” os
suplentes que acompanharam a sessão. Ele disse que os suplentes
não tomarão posse. Esta eficácia produzirá efeitos para 2012.
O relator, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), subiu à tribuna e
rebateu o petista e outros críticos da proposta. Ele afirmou que
o Congresso tem a responsabilidade de fazer leis e cabe ao
Judiciário apenas cumprir. Ele disse ainda que a emenda
constitucional está acima de qualquer resolução do TSE.
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