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Zoneamento proibirá expansão em 81,5% do país
A proposta do governo sobre o Zoneamento Agroecológico da
Cana-de-Açúcar (ZAE Cana) proíbe a construção de novas usinas e
a expansão da produção de cana em 81,5% do território nacional.
A informação é da Presidência da República, em nota divulgada no
último dia 17, que foi antecipada nesta semana pela Agência
Estado. Esse percentual representa qualquer área de vegetação
nativa, Amazônia, Pantanal, Bacia do Alto Paraguai, unidades de
conservação e terras indígenas. Essas áreas proibitivas, somadas
àquelas não indicadas ao plantio da cana, alcançam 92% de todo o
território. De acordo com as proibições previstas no zoneamento
de cana, estarão aptos ao plantio dessa cultura 64 milhões de
hectares. No dia 17, a área cultivada é de 8,89 milhões de
hectares, o que representa cerca de 1% do território nacional.
De acordo com a nota, o zoneamento tornará a produção de etanol
mais eficiente e melhorará o benefício ambiental da utilização
do biocombustível, produzido a partir da cana-de-açúcar. Além do
projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará decreto
instituindo o zoneamento agroecológico de cana e orientando o
CMN (Conselho Monetário nacional) a estabelecer novas condições
para o crédito rural e agroindustrial.
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