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Polícia recupera objetos roubados e prende suspeitos
A Polícia Civil de Assis anunciou ontem a detenção de três
jovens com fortes indícios de participação no latrocínio
ocorrido na manhã de quinta-feira da semana passada, vitimando o
comerciante Benedito Rosseto, conhecido em toda a região como
Dito Doceiro. Dois dos envolvidos são irmãos e foram presos de
madrugada; a mãe deles também foi levada para delegacia. O
terceiro participante, que supostamente atirou na vítima, foi
detido pela manhã e tem passagem por sequestro, tendo saído
recentemente da penitenciária de Marília, onde cumpria pena em
regime semi-aberto.
As informações foram dadas pelo delegado adjunto da Delegacia de
Investigações Gerais (DIG), Ivan Ramo Nogueira Júnior. Em uma
operação na região da vila Souza foram detidos dois irmãos, um
de 19 e outro de 17 anos. Na casa da mãe e na residência da
namorada de um deles foram feitas buscas e encontrados diversos
objetos que pertenciam à família assaltada, comprovando, na
visão do delegado, ao menos a participação indireta no crime.
Como na hora do assalto os criminosos usavam luvas e capuzes, o
filho e a esposa de Benedito Rosseto não tiveram como reconhecer
os rapazes, mas os objetos foram prontamente reconhecidos, como
um celular que estava sendo usado por um dos jovens, e aparelhos
eletrônicos. A Polícia Civil também recuperou parte dos R$ 8
mil roubados. Pacotes que totalizaram cerca de R$ 5 mil em
dinheiro foram apreendidos.
O delegado afirmou que, até então, nenhum dos irmãos tinha
passagem pela polícia. A mãe deles, de 37 anos, foi encontrada
em sua residência no Parque Universitário. Também foi levada
para a delegacia e ouvida, mas pode parar na cadeia feminina de
Lutécia se ficar comprovado o envolvimento direto ou indireto
dela na receptação ou guarda dos objetos roubados. Foi pedida a
prisão temporária do maior e a custódia do adolescente.
O terceiro detido é um homem de 28 anos, que, conforme foi
apurado pelos policiais civis, saiu recentemente da
penitenciária de Marília,onde cumpria pena por sequestro, em
regime semiaberto, além de ser acusado por roubo praticado na
cidade de Quintana. Ele foi encontrado em sua residência no
Assis III.
Ele e os dois irmãos serão investigados pela autoria de outro
assalto, praticado sexta-feira da semana passada na casa de um
médico, em Maracaí, em que a quadrilha também fez reféns e agiu
usando luvas e capuzes, da mesma forma como aconteceu na casa de
Benedito Rosseto, em Assis. A vítima esteve na DIG, porém não
teve condições de fazer o reconhecimento.
Na casa do suspeito de 28 anos, foi encontrado um coldre, RG e
documentos de supostas vítimas de assaltos, o que será
confirmado pela investigação. Ele foi apontado como autor do
disparo que matou o comerciante assisense, mas negou a autoria.
No entanto, pertences da família também foram encontrados na
casa dele, segundo o delegado, o que serve como prova para seu
pedido de prisão preventiva.
O delegado informou que irá confrontar as informações e buscar
novas provas para concluir o inquérito. Ele acredita que o grupo
será reconhecido por esse e outros assaltos. A pena mínima para
o crime de roubo seguido de morte é de 20 anos de reclusão.
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