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CM e ‘seu’ Antonio Cortez, 86 anos de história
Antonio Cortez nasceu no ainda chamado Posto do Jacu em 2 de
outubro de 1923, e é exatamente 24 dias mais velho que a
emancipação de Cândido Mota, ocorrida no dia 26 do mesmo ano.
Aos 86 anos, ‘seu’ Antonio ainda se lembra de quando ia para a
escola e o município tinha apenas uma simples avenida, onde
existiam algumas poucas casas e um barracão onde funcionava a
escola.
‘Seu’ Antonio nasceu na água da Laje e lá viveu por 24 anos,
saindo somente em 1942, quando foi convocado pelo exército para
atuar na divisa do Paraguai durante a guerra entre Rússia e
Itália. Ficou apenas 4 meses fora e novamente retornou para
Cândido Mota, dessa vez para a Água do Macuco, onde seu pai
havia se mudado. Lá permaneceu até 82 anos. Casou com Maria
Sanches e teve os 6 filhos ali mesmo na água do Macuco.
Seu Antonio conta que sua vida foi muito boa até 1962, porém de
lá para cá tudo mudou, pois 4 de seus filhos morreram. Apenas
dois ainda estão vivos Luiz Cortez, de 57 anos, e Jandira, de
61 anos.
“Minha vida era tão boa, até que meus filhos começaram a morrer,
perdi 4 deles, Claudemir, com apenas 2 anos, João Roberto com
18, Luiza com 22 e Neusa com 36. Todos morreram em datas
comemorativas como Ano Novo, Semana Santa, eleição. Foi muito
triste ver os filhos morrendo, mas a vida tinha que continuar.
Ainda neste ano perdi também minha mulher. Ela morreu com 82
anos, perdi uma companheira de 61 anos, mais uma vez levei um
baque, mas apesar de tudo estou aqui vivo e feliz porque o único
problema que tenho são as pernas que estão meio travadas do mais
está tudo bem”, disse ‘seu’ Antonio.
Pescar, caçar eram os passatempos preferidos de ‘seu’ Antonio,
que fez questão de destacar que fazia as duas coisas muito bem.
“Minha diversão era pescar e caçar com os amigos. Como era
divertido! Hoje já não posso fazer mais isso”, acrescentou ele.
Atualmente ele vive com o filho Luiz e a nora Rosa Albino de
Souza Cortez, na rua Henrique Vasquez. E diz que a sua única
vontade é de ainda viver o suficiente para poder ajudar a neta
Mayara, filha de Neusa, que morreu.
“Quando minha filha morreu, ela me pediu para criar a Mayara.
Ela foi adotada com 3 meses em 1992, e em 2000 minha filha
morreu, e eu e minha mulher ficamos com ela, até pouco antes
dela falecer, quando o Conselho Tutelar veio aqui em casa e
disse que nós não tínhamos mais idade para cuidar de uma
adolescente e então levaram ela para minha outra filha cuidar.
Tenho muitas saudades dela, eu até queria continuar morando com
ela e cuidado, mas não me deixaram, por isso quero ainda viver
para dar tudo de bom para ela”, disse Antonio.
‘Seu’ Antonio teve 10 irmãos dos quais somente 5 continuam
vivos.
Casal cândido-motense comemora bodas de trigo
Casados há 71 anos, Ida Iaia Marroni e Luciano Marroni
comemoraram nessa quinta-feira, dia 22, junto aos filhos, netos,
bisnetos e demais familiares Bodas de Trigo. O casamento dos
dois foi celebrado em 22 de outubro de 1938, na então igreja
matriz de Cândido Mota.
O casal teve somente duas filhas ‘Didi’ Marroni e Terezinha
Jesus Marroni Trench, porém com o casamento das filhas a família
foi crescendo e vierem os 3 netos e depois 5 bisnetos. O casal
era sogro do ex-prefeito de Cândido Mota, Oscar Trench.
Sempre muito religioso, o casal nunca deixou de frequentar uma
missa e, segundo a filha Terezinha, vive muito bem. Para ela,
comemorar 71 anos de casado é uma grande bênção.
“Fico muito feliz com isso, atualmente é tão raro ver um casal
comemorar bodas, e ver meus pais juntos é uma grande bênção. Nós
até fizemos uma reunião para comemorar junto com eles, onde
estiveram presentes todos os familiares e amigos”, disse
Terezinha.
O casal recebeu os parabéns das filhas Didi e Terezinha, do
genro José Carlos Bertolli, dos netos Andréa, Lucio Carlos e
Rita de Cássia e dos bisnetos Vinícius, Marília, Bruna, Natalia
e Felipe, além das amigas Cleuza, Luciana, Gisele, Conceição e
Jandira.
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