O geólogo José Reynaldo Bastos da Silva apresentou
trabalho inédito no XI Simpósio de Geologia do
Sudeste do Brasil, realizado de 14 a 17 de outubro,
no Hotel Fazenda Fonte Colina Verde, em São Pedro.
Participaram mais de 300 profissionais associados à
Sociedade Brasileira de Geologia, dos estados de São
Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de
Janeiro. Em painel apresentado na sessão de
pôsteres, o geólogo atraiu especialistas, para com
ele discutir e aprovar a proposta de projeto em
nível de pós doutorado, intitulado ‘Geoconservação
do patrimônio geológico do Estado de São Paulo e sua
disponibilização para o geoturismo’.
“Trata-se de um trabalho a ser desenvolvido de 2009
a 2012, com término previsto para maio de 2012, no
qual vou propor a criação de cinco geoparques no
Estado de São Paulo: Ribeira de Iguape, Paraiba do
Sul, Tietê, Paranapanema e Depressão Periférica.
Geoparques são unidades territoriais delimitadas
para atividades de turismo com base nas evidências
do meio físico visando aproveitá-las como produto de
turismo sustentável de foco cultural e educacional
para preservar a memória do planeta Terra e
conscientizar as comunidades do entorno sobre a
necessidade de preservação como fonte de educação
ambiental”, disse.
E prosseguiu: “Nessas novas áreas serão articulados
trabalhos com os consórcios municipais e comitês de
bacias hidrográficas para geração de empregos e
rendas com essa nova modalidade de turismo que se
alastra pelo mundo todo: o geoturismo, que agrega
valor ao turismo convencional e inova por ser
ecologicamente correto, economicamente viável,
socialmente justo e culturalmente assimilável pelas
comunidades receptoras e emissoras do turismo
internacional”.
Explicou o pesquisador: “Os geoparques são
reconhecidos pelo ONU (Organização das Nações
Unidas) e tem a chancela e divulgação mundial por
uma rede constituída pela Unesco (Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura. Será uma nova oportunidade de
desenvolvimento também para a nossa região do Médio
Paranapanema”.
O trabalho do geólogo vai ser desenvolvido na
Unicamp, em parceria com USP, Unesp, Serviço
Geológico do Brasil e Instituto Geológico do Estado
de São Paulo, com apoio da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e apoio do
Governo do Estado de São Paulo.