‘Humoristas estão cada vez mais raros no Brasil’

Durante entrevista coletiva à imprensa, o humorista Pedro Bismarck falou de seus 25 anos de carreira, da falta de novos profissionais do humor, além de contar muitas piadas, o que já faz parte de sua personalidade.

Com uma simplicidade enorme, Pedro, o Nerso da Capitinga disse que já tem 25 anos de carreira, sendo desses, 19 na Globo.

“Tenho 25 anos de carreira, mas posso dizer que já nasci com o dom de humorista. Acredito que para ser humorista precisa ter um certo dom, pois levar um show até o fim  não é fácil. Desde criança que já faço certas palhaçadas”, disse Pedro.

Ele também destacou que uma piada que é sem graça pode se tornar engraçada dependendo da interpretação.

“Muitas vezes uma piada que a gente não dá nada, acaba fazendo todo mundo rir, e outra que tem tudo de engraçado acaba não dando nada. Tudo depende muito do jeito que se conta”, falou ele.

Quanto ao aparecimento de novos humoristas, Pedro disse que é muito raro.

“Atualmente existem poucos humoristas, o que tem bastante é comediante. Mas o humorista mesmo que é capaz de levar um show até o fim fazendo as pessoas rirem, está muito difícil, é raro mesmo”, falou Pedro.

Ele também criticou o humor utilizado pelo Pânico e elogiou o CQC.

“O humor que era feito pelos garotos do Pânico eu considero um humor desrespeitoso, pois brincava com as pessoas, já o CQC veio com uma nova proposta e acabou dando certo, é um humor inteligente”, completou ele.

 Pedro disse que apesar de Nerso ser seu personagem mais famoso, ele também interpreta outros que fazem parte de seu show Bobeira Pega.

“Para fazer o Nerso eu pesquisei muito para saber como era a vida de um caipira, apesar que o sotaque mineiro até que foi fácil, já que sou de lá mesmo. Cada personagem que interpreto tem sua fase de pesquisa para saber como será o figurino, o jeito de falar, entre outros”, finalizou Pedro.