Na
semana passada, em que a Secretaria de Estado de
Educação divulgou o Índice de Desenvolvimento da
Educação do Estado de São Paulo, o Idesp , que mede
a qualidade de ensino nas escolas da rede estadual
de ensino, a escola São Francisco, situada no bairro
que leva o nome do santo, em Cândido Mota, recebeu
uma nova diretora: Maria Cristina de Micheli
Azevedo. Mesmo com pouco tempo de trabalho, ela diz
estar contente na nova escola e atribui o resultado
conquistado pela instituição ao trabalho coletivo
realizado no local.
Maria Cristina destaca que a São Francisco evoluiu
120% no IDESP, superando a meta estabelecida em 3,14
e atingindo o índice de 3,72, bem superior aos 2,98
conquistados no ano passado. “Isso só foi alcançado
graças ao trabalho da direção, funcionários,
coordenadora, professores, a diretora anterior,
enfim, um trabalho coletivo que, por sinal, foi
muito bem feito”, analisou.
“Foi um trabalho coletivo exemplar, uma experiência
fantástica pela interação entre professores PEB II,
do ensino médio e da 1ª à 4ª série. Eu só lidei até
agora com alunos maiores, estou adorando o carinho
das crianças”, comentou a nova diretora, que já
atuou em Itapetininga, Assis e, nos últimos sete
anos, em Palmital.
A coordenadora Cristiane Conceição Pires, que
trabalha na escola desde o segundo semestre de 2008,
confirma que o 2º lugar obtido na Jornada de
Matemática em 2008 já era um indicativo da evolução
na qualidade de ensino. “Vai ser necessário muito
empenho dos professores para manter este padrão’,
analisou.
A diretora considera que os pais podem acreditar que
a escola tem um potencial muito bom, do mesmo nível
de escolas do centro da cidade. Sua meta é de
atingir 200 alunos, colocando mais alunos em cada
classe. Hoje a escola tem 122 matriculados.
Maria Cristina comenta que nunca havia presenciado
um grupo de trabalho tão unido e atribui esta união
à evolução obtida no último IDESP. Ela acredita que
será difícil, mas não impossível atingir a meta de
2009, que foi estabelecida em 3,87. “Estamos
confiantes que vamos conseguir. Já estamos
trabalhando para isso”, adiantou.
Investimentos
A coordenadora da escola São Francisco, Cristiane
Conceição Pires, deu exemplos dos trabalhos
realizados pela equipe de educadores que resultou
neste salto da qualidade de ensino. “Tivemos o
projeto de reforço e recuperação, avaliação
bimestral dos professores, incentivo à leitura e ao
uso da biblioteca, capacitação não só dos
professores, mas de toda a equipe, a presença
constante da coordenação na escola”, apresentou.
Outro fator foi a chamada sondagem, para notar as
dificuldades de cada aluno. “Cada criança foi
trabalhada individualmente para detectar qual o
problema de aprendizagem e buscar a solução”,
explicou.
Os investimentos estruturais, com a reforma da
escola e culturais, como visitas feitas a outras
cidades, como no Horto Florestal de Assis, por
exemplo, foi decisivo para ampliar os conhecimentos
e a criatividade dos estudantes.