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Trabalhadores devem contribuir com um dia de salário
Todos os trabalhadores brasileiros vão contribuir com um dia de
salário neste mês de março. A dedução será de 3,33%, que
equivale a um dia de trabalho no mês, e será feita diretamente
no holerite deste mês de março, com um porcentual de 3,33% com
isso o pagamento de todos os trabalhadores será menor este mês.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (M.T.E), no
Brasil há cerca de 29,4 milhões de empregados. O Imposto
Sindical anual é uma cobrança obrigatória da CLT (Consolidação
das Leis Trabalho) de acordo com os artigos 578 a 583 de todas
as categorias sindicais, e a partir deste ano também é
obrigatória a todos os funcionários públicos municipais
celetistas ou estatutários.
O objetivo da cobrança é custear atividades sindicais e os
valores destinados à ‘Conta Especial Emprego e Salário’,
integrante dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Este é o único imposto que não depende de autorização do
funcionário, por ser previsto em Lei. A legislação é bem clara
quanto a obrigatoriedade do desconte. Já outras contribuições
impostas pelos sindicatos, tal como o assistencial e a taxa
confederativa são contestáveis aos não sócios das entidades
representativas.
Para onde vai
A distribuição da bolada do imposto sindical é feita da seguinte
forma: a maioria vai para os sindicatos, que recebem 60% do
montante arrecadado. As federações recebem 15%, e as
confederações, 5%. Os 20% restantes são divididos entre as
centrais sindicais e a Conta Especial do FAT. Segundo o
Ministério, em 2008 foi recolhido R$ 1,45 bilhão referente à
contribuição sindical de funcionários de empresas privadas,
agora com o desconto também dos servidores municipais este
porcentual deve aumentar.
Servidor também paga
Cerca de 8,2 milhões de servidores públicos deverão pagar a
contribuição sindical este ano. Desde outubro, a instrução
normativa n.1, do Ministro do Trabalho Carlos Lupi, publicada no
Diário Oficial da União, permite a cobrança de servidores das
três esferas - federal, estadual e municipal. Só em São Paulo,
serão 760 mil, sendo 600 mil estadual, 120 mil municipais e 40
mil federais. O desconto da categoria se baseia em decisões do
STF, que garantiram a cobrança por parte de sindicatos ligados à
categoria. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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