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Código Ambiental é tema
de palestra na sexta-feira
O meio ambiente está no
círculo de discussões de todos os segmentos da sociedade e para
o setor rural, a legislação ambiental tem provocado sérias
penalidades e uma aplicabilidade questionável na Constituição.
Com isso em vista, os sindicatos rurais de Assis, Cândido Mota,
Maracaí, Palmital e Paraguaçu Paulista, junto com a Assocana e a
Credicana, estão trazendo para Assis o jurista Luís Carlos Silva
de Moraes, especializado em Direito Ambiental e autor do Código
Florestal Comentado, editado pela Atlas.
A palestra, realizada na
próxima sexta-feira, às 20h, no auditório da Unip em Assis, tem
como tema ‘Conflitos entre a Constituição Federal e o Código
Florestal - Momento de Decisão’. Segundo os organizadores, o
objetivo é esclarecer os principais pontos da legislação que têm
causado polêmica e até penalidades para os produtores, além de
oferecer aos operadores do direito uma visão séria e objetiva
sob o ponto de vista jurídico.
O esforço das entidades
em trazer o jurista se justifica pelo impacto da aplicação da
lei nas atividades produtivas e seu consequente efeito nos
resultados econômicos. “Nesse momento em que os deputados
estudam mudanças a serem propostas para o Código Florestal, é
fundamental que, como cidadãos, também nos empenhemos a entender
o que isso refletirá em nossas vidas”, alerta Orson Mureb Jacob,
presidente do Sindicato Rural de Assis.
Na visão dos
sindicalistas, quanto mais informações forem disseminadas com
propriedade, visando a um amplo debate sobre a lei ambiental e
os conceitos por ela defendidos, melhores serão os resultados
no sentido de se evitar exageros e erros que desconsideram os
aspectos científicos no momento em que tais leis são concebidas.
Aliás, lembrando do
evento promovido pelo CD Vale - Centro de Desenvolvimento do
Vale do Paranapanema, no último dia 17, que também contou com o
patrocínio dos sindicatos rurais de Assis, de Cândido Mota e
Palmital, Joaquim Andrade Pereira, diretor do Sindicato Rural de
Assis, reforçou a necessidade de se divulgar mais as informações
técnicas resultantes de trabalhos de pesquisa, que têm o
objetivo de melhor esclarecer os impactos ambientais em
contraponto ao barulho ambientalista, que só causa polêmica, não
esclarece e não oferece nenhum tipo de solução sensata quanto
aos impactos nas atividades produtivas.
“A palestra proferida
pela pesquisadora Giselda Durigan nos dá um sentido exato de
como o desconhecimento sobre os conceitos técnicos podem causar
danos a toda uma sociedade quando são ignorados pelos
legisladores. De acordo com a pesquisadora, o conceito de
preservação tal como é usado no Código Florestal não só é
inadequado como equivocado, uma vez que a lei em toda sua
extensão não contempla o sentido técnico de preservação”,
esclarece Pereira.
Lupa
Outro bom trabalho
apresentado no evento promovido pela Apta - Agência Paulista de
Tecnologia dos Agronegócios, do Médio Paranapanema, citado por
Pereira, foi o diagnóstico econômico regional feito através do
Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuárias
(Lupa), realizado pela Cati de Assis, junto com o caso
apresentado pela Coopermota sobre os impactos da reserva legal
na produção agropecuária regional.
“Em
nossa região fica clara a dificuldade de aplicação das leis
ambientais em virtude do tamanho da maioria das propriedades
rurais. Os dados do Lupa mostram que 85% das propriedades são
menores que 100 hectares. Temos que considerar, na formatação e
aplicação da legislação ambiental, as condições regionais bem
como os fatores sócio-econômicos para não se cometer injustiças
e penalizar os produtores rurais. Nesse sentido existe um
trabalho realizado pelo CD Vale, conforme demonstrado na
palestra do pesquisador Hugo Souza Dias sobre uso e conservação
dos recursos naturais . Como disse um dos pesquisadores do
evento, exigir a reserva legal nas áreas mais produtivas da
região é um crime de lesa humanidade”.
As
entidades organizadoras estendem o convite a todos os envolvidos
com a legislação ambiental para a palestra com o jurista Luís
Carlos Silva de Moraes, que tem entrada franca e início às 20h.
(Colaborou Assessoria de Imprensa)
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