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Lei seca reduz número de atendimento em hospitais com índice de
43,6%
A cada hora, cinco pessoas deixam de sofrer acidentes de
trânsito em São Paulo. É o que aponta balanço da Secretaria de
Estado da Saúde após quase três meses da entrada em vigor da lei
seca, que pune rigorosamente quem dirige após consumir bebidas
alcoólicas.
De 19 de junho, quando a nova legislação entrou em vigor, a 15
de setembro foram registrados 13.902 atendimentos a vítimas de
colisões automobilísticas, quedas de moto e atropelamentos em 30
hospitais estaduais da capital e Grande São Paulo. O número
desses 89 dias representa 10.785 atendimentos a menos que os
24.687 registrados no mesmo período do ano passado. A redução
foi de 43,6% e representa 121 vítimas a menos por dia nos
hospitais da Secretaria.
No terceiro mês de lei seca (18 de agosto a 15 de setembro)
houve 4.538 atendimentos a vítimas de acidentes, contra 4.915 no
período de 21 de julho a 17 de agosto e 4.449 entre 19 de junho
e 20 de julho. No mesmo período de 2007 foram 8.122 atendimentos
entre 18 de agosto e 15 de setembro, 8.824 de 21 de julho a 17
de agosto e 7.741 entre 19 de junho e 20 de julho.
Em três meses, a economia para os cofres estaduais com o
atendimento médico e hospitalar a acidentados foi de
aproximadamente R$ 11 milhões. O cálculo leva em conta a
diferença de 10,7 mil entre os dados deste ano e de 2007 a média
de 20% de vítimas graves, que custam em média R$ 3.000, e 80% de
vítimas leves, que não precisam de internação prolongada e
custam, em média, R$ 500. Com esse dinheiro é possível garantir
a distribuição de medicamentos básicos do programa Dose Certa
por praticamente um ano na cidade de São Paulo.
Cândido Mota
No município de Cândido Mota, conforme o comandante da Polícia
Militar, tenente Paulo Sérgio Rezende Pereira, não havia
incidências de casos referentes ao consumo de bebida alcoólica
conciliada com a direção. Ele observa, no entanto, que nas
cidades da região, onde a freqüência de ocorrências do gênero é
mais comum, pode-se constatar que houve realmente uma queda no
número de infrações, tanto em número de acidentes, como
motoristas apreendidos alcoolizados.
“Aqui já não tínhamos registros deste tipo, e depois com a
vigência da lei seca a perspectiva é de que os índices continuem
estagnados. Vale ressaltar também que mesmo nas localidades onde
não há o bafômetro, como Cândido Mota, a polícia está autorizada
a autuar. Se há desconfiança de embriaguez o motorista é
submetido ao exame de dosagem alcoólica, e em caso afirmativo,
adotadas as punições cabíveis”, concluiu o tenente.
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