CM realiza encontro para debate sobre drogas

O Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde e Higiene de Cândido Mota, realiza no próximo dia 30, a partir das 8h, no Salão Paroquial Nossa Senhora das Dores, o Encontro de Intersetorialidade para Discussão de Políticas Públicas Referente ao Álcool e outras Drogas.

“O consumo de drogas nas sociedades modernas reflete as importantes mudanças sociais e econômicas dos últimos séculos. Neste sentido e preocupado com a situação e a realidade local, a Secretaria Municipal da Saúde elaborou esta proposta de ação, que possa inferir com ênfase numa perspectiva de trabalho voltada à prática integrada e integradora”, descreveu a diretora do Departamento de Saúde Mental, Daniela Rampazzo.

E prosseguiu a diretora: “A formação, articulação e implementação de ações intersetoriais através de redes, é uma das estratégias a ser implantadas com o objetivo de superar desafios e limitações combatendo este agravo que afeta diretamente a saúde da população”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo consomem abusivamente substâncias psicoativas, independente da idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo. Há uma tendência mundial que aponta para o uso cada vez mais precoce de substâncias psicoativas, incluindo o álcool.

O álcool é responsável por cerca de 1,5% de todas as mortes no mundo. O uso de álcool e outras drogas têm consequências diretas e indiretas nos seguintes agravos à saúde: aumento da violência doméstica, sendo que 2/3 dos casos de espancamento de crianças e de agressões entre marido e mulher, ocorrem com pais e/ou maridos embriagados; provoca o fenômeno de crianças e adolescentes em situação de rua pela desagregação familiar; as meninas usam mais álcool, solventes e anorexígenos do que os meninos e iniciam mais precocemente o uso do álcool e do tabaco; no trânsito, 75% dos acidentes fatais estão ligados ao abuso de álcool; 61% das pessoas envolvidas em acidentes de trânsito e 56,2% dos que sofreram atropelamentos apresentavam alcoolemia positiva.