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Apeoesp organiza paralisação na rede estadual amanhã
O coordenador da subsede regional da Apeoesp - Sindicato dos
professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Nilson da
Silva, informa que amanhã o Sindicato, juntamente com
professores de todo o Estado, realizará uma paralisação cujo
slogan é ‘Basta, não aguentamos mais tanto descaso’. Ele convida
os professores de toda base para participarem da paralisação e
lutar pelas reivindicações da categoria.
Nilson explica que nessa quinta-feira um ônibus sairá da frente
da sede da Apeoesp com destino a São Paulo para participar da
manifestação na praça da república. Na ocasião os representantes
da categoria estarão se reunindo com o secretário de Estado da
Educação para reivindicarem a derrubada da Lei Complementar 29
que institui a aplicação de uma prova para os efetivos com
valorização através dos méritos. Os professores que quiserem
participar podem comparecer na sede às 7h.
“Nós queremos a derrubada dessa prova, pois esse sistema por
mérito irá causar uma tremenda divisão entre os professores.
Queremos salário digno para todos e não para que alguns sejam
valorizados e outros não, pois isso vai causar um mal estar
entre os profissionais”, explicou Nilson.
Na ocasião a categoria também irá reivindicar o aumento real de
27,5% e também a diminuição do número de alunos por sala.
“Atualmente existem salas que têm cerca de 42 a 45 alunos. Nós
queremos que esse número caia para 35 para que os professores e
os alunos possam aproveitar mais o conteúdo da aula, pois
atualmente, com essa quantidade de aluno está muito difícil”,
acrescenta Nilson.
Nilson ainda ressalta que caso não haja nenhuma negociação com a
secretaria, a categoria irá se reunir em assembleia para definir
sobre uma possível greve ou até mesmo a não realização da prova
que está prevista para acontecer em março. “Convido todos os
professores para que se juntem a nós nessa paralisação. Nós já
visitamos várias escolas para divulgar a paralisação e queremos
contar com a adesão do maior número de professores possível,
pois reivindicamos melhorias para toda a categoria”, completa
ele.
Em toda área de abrangência da subsede, segundo Nilson, são
atualmente 1500 professores associados que devem aderir à
paralisação, além dos não associados.
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