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Governo e entidades avançam na
criação do ‘Simples Rural’
De olho num inevitável processo de
modernização da agropecuária nacional, governo e iniciativa
privada finalizam num prazo de até 90 dias uma proposta para
formalizar a atividade agrícola, primeira etapa de um processo
que só deve ser concluído no longo prazo. Com a criação do
‘Simples Rural’, sistema de tributação diferenciado que tem como
base o modelo adotado em 2007 para as micro e pequenas empresas,
o governo aposta na redução dos custos de produção da
agropecuária, um dos grandes entraves para o desenvolvimento do
agronegócio nacional.
Aliada à redução da carga
tributária, que hoje é de 16,9% para o setor de alimentos,
contrapartida exigida pelos produtores para a adesão ao processo
de formalização, a transparência contábil deve diminuir os
riscos calculados pelos bancos e por outros financiadores da
atividade agrícola, como tradings, nos empréstimos para o setor
rural. “O produtor não tem balanço contábil, o que eleva de
forma expressiva o risco e os custos da atividade”, lembra a
presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil), senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Ela discute com
representantes do governo a proposta de reformulação do modelo
de financiamento rural.
Uma das ideias em discussão é
formar uma espécie de cadastro positivo e uma central de
financiamentos, a partir da qual os financiadores terão acesso
aos dados de cada produtor rural, incluindo informações sobre
outros financiamentos já liberados e sobre a capacidade de
pagamento dos empréstimos. A senadora acredita que 80% dos cerca
de 3,5 milhões de proprietários de estabelecimentos rurais terão
interesse em aderir à proposta de formalização.
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