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Municipais encerram greve em Palmital
A greve dos funcionários públicos municipais de Palmital
terminou na última sexta-feira, depois de três dias de
paralisação. Os trabalhadores pararam reivindicando reposição
salarial acima da inflação e o cumprimento da lei do PAS
(Programa de Alimentação do servidor). De acordo com o Sindicato
dos Funcionários da Prefeitura, foi a primeira greve da cidade
com organização de uma entidade de classe.
“Durante dois dias, quarta e quinta-feira, o movimento foi
grande, centenas de trabalhadores pararam as atividades em
campanha por melhores salários e condições de vida. Já na
sexta-feira houve uma diminuição de servidores parados. Por
volta de 10h, o sindicato encerrou oficialmente a paralisação”,
disse o presidente José Clóvis Zambito.
Durante os três dias, os trabalhadores municipais ‘acamparam’ em
frente à prefeitura e ao Saae. Eles fixaram faixas e cartazes.
Também houve várias assembléias, reuniões e passeatas pelas ruas
da cidade. “Houve entrega de panfletos para a população, com
informações diversas, dentre elas a denúncia sobre os altos
salários dos cargos em comissão e o nepotismo na prefeitura de
Palmital”, ressaltou Zambito.
O sindicato dos funcionários municipais, de acordo com o
presidente, acompanhou o movimento desde o inicio. “Após a
decretação da greve por edital, publicado em jornal local e
regional, a entidade tentou de todas as formas abrir um canal de
negociação com o prefeito, que não nos aceitou nas negociações.
Houve apenas uma reunião durante a greve, onde uma comissão
formada por funcionários foi ouvir do prefeito e assessores a
proposta do Poder Executivo”.
O presidente da Câmara de Vereadores, Marquinho ‘Tortinho’ e
outros parlamentares, apoiaram a greve, ‘reconhecendo a luta dos
trabalhadores por melhores condições salariais’. “Os vereadores
também parabenizaram os servidores pela coragem de reivindicar
seus direitos e repudiaram a atitude ditatorial do prefeito em
não receber o sindicato para negociação”, frisou Zambito.
O presidente José Clovis Zambito disse que o movimento ‘foi
válido’. “Mesmo não conseguindo o que queríamos, pudemos avançar
na luta e na conscientização da classe. A correção do PAS em 60%
foi devido à mobilização, e a reposição de 8,3% nas letras A e B
foi uma conquista para os que ganham menos e têm menor tempo de
serviço. Mas, a reivindicação era para toda a categoria”, disse.
E completou: “Infelizmente a desmobilização no último dia,
atrapalhou os planos do sindicato para continuidade da luta.
Mas, aos trabalhadores que participaram do movimento, a luta não
foi em vão, pois trouxe um pouco de respeito e dignidade aos
trabalhadores, e principalmente a conscientização da classe.
Eles se conscientizaram a não ficar calados diante de
injustiças”.
Com a alteração das letras A e B, o salário base dos
funcionários da prefeitura de Palmital, que era de R$ 468,87,
passou para R$ 507,95, aumento de 8,33%. Acrescentando a
reposição do índice de inflação anual pelo INPC, de 5,83, o piso
salarial da prefeitura passa a ser a partir de R$ 537,56. Os
demais salários terão a reposição de 5,83%. Também o valor do
Programa de Alimentação do Servidor passa de R$ 50 para R$ 80,
acréscimo de 60%, inclusive para os aposentados.
Outro lado
O prefeito de Palmital, Reinaldo Custódio da Silva (PR), disse o
que a prefeitura ofereceu ‘foi o limite que pode chegar devido
às condições da folha de pagamento do funcionalismo estar
praticamente no limite’. Disse que ela já compromete 47,5% da
receita e com a reposição do INPC, vai chegar a 53,5%.
Ele disse também que a prefeitura vem pagando os aposentados,
por meio da folha de pagamento, desde 2000, quando foi extinto o
Fundo de Previdência Municipal, o que compromete ainda mais a
situação. O prefeito também alegou que tem de obedecer a Lei de
Responsabilidade Fiscal, que determina o não comprometimento do
orçamento do município.
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