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Lideranças comentam perda de Ruth Cardoso
A morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, 77, na noite da última
terça-feira obteve ampla repercussão no cenário nacional. Ela
faleceu subitamente após desmaiar em seu apartamento, tendo como
causa, arritmia grave decorrente de doença coronariana.
Em Cândido Mota, a perda foi comentada pela primeira dama Néia
Bueno, bem como pelo presidente do PSDB, Valdir Chizoline
Júnior. Eles destacaram a importância de sua atuação política,
bem como no cenário cultural e social.
“Recebi com surpresa e pesar a notícia do falecimento de Dona
Ruth Cardoso. Ela sempre mostrou ser uma pessoa firme, não
abrindo mão das convicções políticas, e ao mesmo tempo
sensibilidade para a desigualdade social. Sua discrição e
seriedade serão lembradas para sempre. Tenho certeza que é uma
grande perda para o país, e ela será sempre lembrada por sua
brilhante carreira, e por iniciativas como o Programa Comunidade
Solidária”, declarou Néia Bueno.
Chizoline, por sua vez, disse que ‘a morte de Ruth é uma grande
perda para o Brasil, pois ela era uma grande mulher e uma grande
líder. Teve uma trajetória de vida marcada por várias
conquistas, e desprendimento na área social e política.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também divulgou nota
oficial lamentando a morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
Lula disse que recebeu a notícia “com surpresa”, além de afirmar
que a morte da mulher de Fernando Henrique Cardoso representa
uma “grande perda” para o país.
Por sua vez, o governador José Serra, decretou luto oficial de
três dias no Estado, e divulgou a seguinte declaração:
“A Ruth era uma pessoa muito especial, para sua família, para
seus amigos, para nosso país. Um exemplo de dignidade,
delicadeza, inteligência e carinho pelas pessoas. É uma dor
imensa, a que sinto nesse momento. Nossa, como vai fazer
falta...”, destacou.
Perfil
Nascida em 19 de setembro de 1930 na cidade de Araraquara, no
interior de São Paulo, Ruth Correa Leite Cardoso foi professora
de Antropologia e Ciência Política na USP (Universidade de São
Paulo) e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento) em São Paulo.
Bacharel em ciências sociais pela Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da USP, a ex-primeira-dama se casou em 1953
com Fernando Henrique, com quem teve três filhos.
Em 1972, recebeu o título de doutora em Antropologia pela
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Anos
depois, concluiu pós-doutorado na Universidade de Columbia em
Nova York e também foi professora em universidades americanas e
inglesas.
Durante o mandato de FHC (1995-2002), dona Ruth fundou o projeto
Comunidade Solidária em 1995, uma ação de combate à pobreza e à
exclusão social. Atualmente, fazia parte do conselho diretor da
Oscip (organização da sociedade civil de interesse público)
Comunitas, criada para dar continuidade aos projetos do
Comunidade Solidária.
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