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Para analista, ‘mau tempo americano
e greve argentina influenciam mercado de grãos’
Depois do mercado de soja se manter
por certo tempo estabilizado entre R$ 42 e R$ 44, nos últimos
dias ele deslanchou, chegando a atingir R$ 50 ao produtor.
Segundo o analista de comercialização da Coopermota, José
Ignácio Dias, isso se deu devido às fortes enchentes registradas
no meio oeste americano, que inundou as plantações.
Por conta disto, destaca, os fundos
elevaram as cotações. Somou-se também a greve dos produtores na
Argentina. Esses fatos, comenta Dias, fizeram com que o Bushel
atingisse nos últimos dias US$ 15,60, depois do recuo a US$ 13.
“Os fatores que fizeram o preço da
soja subir foram assimilados pelo mercado internacional, que
está à espera de novos fatores que façam recuperar os preços”,
advertiu o analista.
Por outro lado, no mercado interno,
as indústrias têm demonstrado interesse maior de compra em
relação à última safra. O que é sabido, aponta Dias, é que os
estoques na região são baixos. Assim, acredita-se que deverá
haver disputa por parte das indústrias, “que fatalmente
provocará a diferenciação de preços entre o mercado
internacional e o pago pela indústria nacional. Isso deverá
ocorrer mais cedo do que o esperado”, argumenta o especialista.
No caso do milho, os últimos dias
também foram bem agitados, com as cotações do mercado
internacional subindo acentuadamente, atingindo US$ 7,40 por
Bushel. “Historicamente esta cotação não chega a US$ 3 por
Bushel”, relata o analista de comercialização.
Com isso, as exportações foram
alavancadas, registrando um número significativo. Outro fator
que contribuiu foi a geada que ocorreu no oeste do Paraná e no
Mato Grosso do Sul, que certamente ocasionará algumas perdas.
“Isso
deixou o mercado interno mais aquecido em função do agricultor
não vender sua produção. Assim, o comprador necessitando do
produto tem pago o valor imposto pelo mercado. Há um mês, o
preço no âmbito do produtor, era cotado a R$ 21,50. Hoje já é
possível negociar a R$ 25, dependendo do prazo de pagamento”,
salientou Dias.
Com a
proximidade da colheita de milho safrinha, a tendência, caso não
haja nenhuma intempérie, é de mercado mais tranqüilo em termos
de preço. Isso porque, justifica o especialista, a oferta
aumenta e o comprador vai comprando apenas aquilo de que tem
necessidade. (Colaborou Assessoria de Imprensa)
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