Dezenas de moradores de Tarumã, inclusive famílias
inteiras, fizeram um grande protesto na rodovia
Miguel Jubran (SP 333), que corta o município e liga
cidades da região e os Estados de São Paulo e
Paraná. Por mais de uma hora da manhã do último
sábado, a rodovia ficou interditada e uma
considerável fila de veículos foi formada. A revolta
dos moradores é com o DER diante dos problemas
ocorridos no trecho da rodovia, na área urbana de
Tarumã.
A movimentação teve início por volta das 9h, quando
as pessoas começaram a se reunir em frente à
Borracharia Trevo, de propriedade de Marcos Justino
dos Santos, um dos organizadores do movimento, que
teve o pai, Antônio Justino, de 64 anos de idade,
morto próximo ao local na noite do último dia 19,
quando um Fusca em que transitava colidiu com um
caminhão. O comerciante ressaltou que este foi
apenas um dos acidentes ocorridos na SP 333.
“Trabalho aqui na borracharia o dia inteiro há mais
de seis anos e já vi vários acidentes e
atropelamentos. Além do meu pai, outras pessoas já
morreram aqui, inclusive atropeladas”, relata.
Solidários ao sentimento de Santos, os tarumãenses
foram para a pista. Mas, antes houve toda orientação
por parte da Polícia Rodoviária de Assis. Para
evitar acidentes, tanto envolvendo veículos que
transitavam pela rodovia quanto as pessoas que
participavam da manifestação, os policiais
rodoviários pararam o trânsito alguns metros antes
do bloqueio.
Como a ‘Miguel Jubran’ é uma rodovia de movimento
intenso, nos dois sentidos foram formadas extensas
filas de veículos, sobretudo caminhões. Mas, por
orientação da Polícia Rodoviária, para não criar um
grande congestionamento, a pista era liberada por
alguns minutos e, depois, novamente interditada.
Segundo Santos, os moradores querem que sejam
tomadas providências para coibir acidentes. “A
rodovia corta o nosso município, mas os motoristas
não respeitam esse fato e chegam a passar por este
trecho a 100, 130, 150 km/h”, conta. Segundo a
Polícia Rodoviária de Assis, há placas de
sinalização indicando a velocidade máxima permitida
(40 km/h e 60 km/h), mas nem todos os condutores as
obedecem.
O comerciante disse que os moradores querem que o
DER instale lombadas no trecho que cruza o
município, a fim de coibir o excesso de velocidade.
Ou que pelo menos sejam implantados radares
eletrônicos ou construída uma rotatória. Os
manifestantes mantiveram a pista fechada por cerca
de uma hora e estavam aguardando a presença de um
representante do DR-7 de Assis.