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Turista do Peru relata experiências em visita a CM
O município de Cândido Mota está recebendo a visita de um
turista proveniente do Peru. Trata-se de César Augusto
Portocarrero, de 26 anos, que veio ao Brasil pela primeira vez.
Antes de se instalar em Cândido Mota, o jovem passou por São
Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Aparecida. O retorno para seu
país ainda não foi definido, devendo permanecer mais dois meses
em território brasileiro.
“Cheguei no Brasil no dia 24 de agosto, e em Cândido Mota há
umas duas semanas. Vim para cá por intermédio de um amigo,
chamado Takeshi Hayashi, que reside atualmente no município. Ele
é sobrindo de Welington David Zampieri, que por sinal é a
família onde estou passando esta temporada”, explicou o turista.
César continua dizendo que apesar de ser natural do Peru, estava
morando no Japão há oito anos, local onde conheceu seu amigo
Takeshi, e outros brasileiros.
“Neste período trabalhei no serviço de fundição e empilhadeira
de uma empresa, estalecendo amizade com várias pessoas do
Brasil. Quando retornei para o Peru há pouco tempo, logo
providenciei a viagem, e vim para o Brasil no mês passado”,
completou o jovem, que é filho de César Agusto Portocarrero
Oliva e Carmen Yolanda Burgos de Portocarrero, e tem um irmão de
22 anos, Absalon Portocarrero Burgos. O turista trabalha com o
comércio de seus pais, que é voltado à locação de imóveis.
Experiência
Com relação à sua experiência no Brasil pela primeira vez, ele
pôde constatar várias diferenças. César observou que o estilo de
vida aqui é bem mais flexível, com liberdade para fazer o que se
quer. Já no Peru, como no Japão, existem muitas regras, e o
sistema cotidiano é bem rígido, com muitas determinações a serem
cumpridas.
Ele citou também a diferença no clima, relatando a oscilação de
calor e inverno no Brasil que é frequente, independente das
estações. Elogiou ainda o povo dizendo que as pessoas são
amigáveis e agradáveis, e aprovou a alimentação, com destaque
para o churrasco.
“De maneira geral achei o Brasil um bom país, com vários
aspectos positivos, entre eles a ótima receptividade da
população. Só senti certa dificuldade com o vocabulário, já que
em cada localidade utilizam muitas gírias, e não a pronúncia
correta das palavras. Isso acaba dificultando os turistas”,
declarou César, que compreende o idioma português de maneira
regular, e fala mais três línguas, espanhol, inglês e japonês.
Outro aspecto que ele ressaltou foi que se sentiu impactado com
a pobreza no Rio de Janeiro.
“A imagem que nós temos no exterior sobre o Rio de Janeiro, é de
um lugar bonito, mas tirando as belezas existentes, a maior
parte do Estado é composta de uma triste realidade. Há muita
pobreza e favelas”, decepcionou-se o turista.
Por fim, ele adianta que tem como objetivo retornar ao Brasil em
2009, a fim de fazer um curso de mergulho. Ele já possui a
carteira internacional de mergulho, e pratica tal atividade como
hobby há três anos. Sua pretensão maior, no entanto, é ser
marinheiro, tendo em vista sua paixão pelo mar.
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