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Produtor de orgânicos têm até o fim
do ano para se certificar
Termina em dezembro o prazo para
produtores de orgânicos se adequarem à legislação. Para vender
os produtos será necessário ter um certificado fornecido pelo
governo federal.
Uma horta com verduras bonitas e
saudáveis. Tomates naturais. Tudo produzido sem uso de
defensivos agrícolas. Estes são produtos orgânicos.
Os alunos do Colégio Agrícola
aprendem como cultivar verduras e legumes de forma natural. Eles
já sabem que os produtores rurais podem lucrar com os orgânicos.
Além de se preocupar com o cultivo
dos orgânicos, o agricultor precisa se adequar até o fim desse
ano, às regulamentações de uma lei feita pelo governo federal.
Quem não tiver a certificação dos produtos não poderá vendê-los
como orgânicos.
A lei foi criada em 2003, mas as
regulamentações só vieram em 2007, com o prazo de 2 anos para os
produtores se adequarem. A principal mudança será a criação de
um selo único, que será disponibilizado pelo governo federal, e
vai comprovar a qualidade do produto. O último levantamento do
Ministério da Agricultura, em 2006, apontou que 15 mil
produtores cultivavam orgânicos.
Renato Prandini é produtor de côco
há 10 anos. Ele toma todos os cuidados necessários para que a
produção siga o padrão orgânico. A adubação dos 1100 pés é feita
com folhas, cascas de côco e esterco. Tudo natural, inclusive o
veneno, que quando necessário é feito com folhas de uma árvore
chamada Nim. Ele ainda não tem a certificação do governo, mas
garante que isso não atrapalha as vendas.
Ainda assim o produtor tomou
medidas para se adequar à lei. Fez uma área de preservação
permanente dentro da propriedade e uma reserva florestal. Falta
o que o produtor considera mais difícil: respeitar a distância
de 50 metros entre a plantação e o vizinho, exigência do
governo.
Nos supermercados, os produtos
orgânicos ainda são minoria, mas estão lá, identificados com
etiquetas de cada produtor e têm consumidores fiéis.
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