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Devido à greve, juízes suspendem prazos e audiências
Os funcionários do Fórum Trabalhista de Assis, localizado na
praça Arlindo Luz, nº 50, em frente ao Cinema Municipal,
iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado na
quarta-feira, dia 25, em razão da falta de avanço nas
negociações de revisão salarial da categoria. Diante disso, os
juízes do órgão do Poder Judiciário decidiram suspender os
prazos processuais e as audiências até o fim da mobilização,
considerando a impossibilidade de funcionamento dos serviços
forenses de forma regular e a necessidade e se preservar
segurança dos atos jurídicos.
A greve foi deflagrada por decisão da maioria dos trabalhadores
presentes a uma assembléia realizada na terça-feira.
Consequentemente, os juízes Oséias Pereira Lopes Júnior, titular
da 2ª Vara e Diretor do Fórum Trabalhista de Assis, e André Luiz
Tavares de Castro Pereira, juiz substituto da 1ª Vara, lavraram
a Portaria nº 01, datada de 25 de novembro, após reunião com os
servidores na manhã de quarta-feira.
Os quatro artigos do documento apresentam as seguintes
determinações: que fica suspensa a realização de audiências até
o fim do movimento e retorno dos servidores às atividades
normais; a suspensão dos prazos processuais que voltam a ser
contados 48 horas após o término da paralisação, mediante nova
portaria; o fechamento do protocolo de petições e de ações, para
que não haja a entrada de novos processos; e por fim, a garantia
do atendimento às situações emergenciais.
Funcionamento parcial
Mesmo com a greve, o funcionamento do Fórum Trabalhista de Assis
continua de forma parcial com atendimento ao público das 12h às
18h e abertura do posto bancário da Caixa Econômica Federal, que
situado no mesmo prédio. Nos vidros e também no lado interno os
servidores afixaram folhas de papel indicando que o órgão está
em greve, explicando os motivos da paralisação e a cópia da
Portaria nº 01.
De acordo com o assistente do Juiz do Trabalho da 2ª Vara,
Roberto Barbosa Lima Júnior, a adesão foi total.
“Todos os servidores aderiram à paralisação. No entanto, para
cumprir tanto a ordem dos juízes e quanto a Lei de Greve,
estaremos mantendo o atendimento dos casos considerados urgentes
com um número mínimo de funcionários em sistema rotativo”,
explicou.
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