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Agricultor Jerônimo Magalhães é sepultado
Marcus Motta
O agricultor Jerônimo Flauzino Magalhães, de 81 anos, foi
sepultado no final da tarde de ontem em Cândido Mota. Ele lutava
há certo tempo contra um câncer de medula, e faleceu terça-feira
às 17h.
Jerônimo residia na Água da Pirapitinga, e se destacou no
município devido à sua personalidade ativa frente às questões
agrícolas. Ele foi um dos pioneiros na fundação do Sindicato
Rural, tornando-se um sócio de grande representatividade.
Segundo o atual presidente João Antonio Ferreira da Motta,
Jerônimo era o associado mais antigo da entidade no momento,
tendo em vista que os demais já são falecidos. Sua matrícula de
inscrição é a número 11. Posteriormente, o agricultor integrou a
diretoria do Sindicato, participando do Conselho Fiscal, durante
os anos de 1989 a 2007. Ele deixou o cargo somente por motivos
de saúde.
“Jerônimo, com certeza, foi um exemplo de como deve ser um
associado. Ele sempre esteve presente em todas as reuniões,
assembléias e lutou pelas causas do setor. Era uma pessoa
participativa, atuante e firme em seus objetivos”, enfatizou
Motta.
Ele completa dizendo que Jerônimo foi fundamental para o início
de sua função à frente do Sindicato. “Quando saí candidato em
1989, ele esteve ao meu lado com toda a sua experiência e
credibilidade. Seu apoio foi fundamental para minha eleição e
crescimento”, destacou.
João Motta menciona ainda que Jerônimo esteve desde o início na
consolidação do Sindicato. Inicialmente existia a Associação
Rural, fundada em maio de 1958, cujo primeiro presidente foi
Gilfredo Boretti. Posteriormente, desta entidade surgiu a
Credimota em maio de 1959, com idealização do mesmo grupo. E em
1968 mediante carta sindical a Associação Rural se transformou
no Sindicato Rural em 1968.
“Jerônimo fazia parte deste grupo de pioneiros, e foi um dos
sócios fundadores do Sindicato, cujo primeiro presidente da
entidade foi Lázaro Dias e segundo presidente Wilfrido de
Barros”, informou Motta.
O agricultor era casado com Luzia Yeira Magalhães (já falecida),
e tinha três filhos: João Luis Yeira Magalhães (já falecido),
Antonio Flauzino Magalhães residente em Cândido Mota e Marlene
residente no Mato Grosso.
“Jerônimo foi um grande companheiro no âmbito profissional,
ótimo amigo e conselheiro. Um soldado atuante e que, com
certeza, deixará muitas saudades”, concluiu Motta, citando ainda
a dedicação de sua neta Patrícia, que esteve sempre a seu lado
durante o período em que ficou doente.
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