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Ansiedade ‘pré’ anúncio de MP domina produtores
Os produtores rurais que aguardam ansiosamente a publicação da
medida provisória sobre o endividamento rural desde a semana
passada, não vêem a hora de consultar o Diário Oficial da União
para ver a publicação, prometida para este dia 28. A MP com
proposta para prorrogar prazos, reduzir taxas de juros e
conceder bônus para adimplentes aos programas de financiamento
agropecuário, deve englobar cerca de 90% do total estimado da
dívida de R$ 87 bilhões, segundo o ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes.
O Sindicato Rural de Assis manifestou sua apreensão quanto ao
atraso na conclusão das negociações e o quanto isso afeta e
compromete as atividades rurais, tendo em vista a situação de
inadimplência da maioria dos produtores e as dificuldades para
negociar a próxima safra. “Esse atraso na conclusão das medidas
reflete o descaso com que o governo trata o setor”, afirma Orson
Mureb Jacob, presidente do Sindicato Rural de Assis.
Para o sindicalista, o governo trata com muito desrespeito os
produtores rurais e não demonstra muita vontade política para
resolver a questão do endividamento. A bandeira levantada pelo
Sindicato Rural de Assis passa a ser defendida também por outras
entidades que vêem a necessidade de se garantir a renda do
produtor para que as medidas do governo funcionem efetivamente.
Região
O sindicalista cita que as entidades da região contribuíram com
o levantamento efetuado pela CNA - Confederação Nacional da
Agricultura e Pecuária do Brasil, para enviar à Comissão
Parlamentar a fim de elaborar a Medida Provisória. “O próprio
ministro Stephanes afirmou que foi realizado um amplo
levantamento de informações sobre o endividamento e já citou, em
declarações anteriores, a necessidade de garantir a renda do
produtor”, informa Jacob.
Apesar de tudo, os produtores da região continuam apreensivos,
pois as dificuldades persistem e tendem a aumentar, tanto quanto
os preços de fertilizantes. Um produtor calculou que na próxima
safra, as despesas com insumos devem representar quase 60% dos
custos operacionais, haja vista o aumento de 100% nos preços dos
fertilizantes desde o início do ano.
A fim de comprovar tecnicamente esse aumento nos custos
agrícolas, o Cepea - Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada deve realizar novamente o levantamento de custos da
última safra na região para comparar com os resultados obtidos
nos anos anteriores.
Os sindicatos rurais da região continuam firmes na defesa de uma
política agrícola forte e na reivindicação dos direitos
assegurados por lei através de ações judiciais. “Já reunimos um
bom número de produtores para entrar na justiça e estamos
empenhados em divulgar ainda mais essas ações para mobilizar
outros sindicatos”, informa Jacob; que completa: “A assessoria
jurídica do Sindicato Rural de Assis tem pesquisado outras
questões que podem originar outras ações judiciais e coloca-se à
disposição dos produtores para mais orientações legais”
(Colaborou Assessoria de Imprensa).
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