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Acusada de colocar fogo no marido pega 6 anos em regime
semi-aberto
Foi julgada esta semana em Cândido Mota, a jovem Elaine Moreira
da Piedade, acusada pelo crime que terminou com a morte de seu
amásio. Na época, ela jogou gasolina na vítima Alexandre Ricardo
do Nascimento de 22 anos, ateando em seguida fogo em seu corpo.
O fato ocorreu no dia 29 de maio de 2005.
Elaine recebeu como sentença pena de seis anos de reclusão em
regime semi-aberto. Segundo seu advogado de defesa, Antonio
Marcos Marroni, como ela estava aguardando o trâmite processual
em liberdade, deve permanecer na mesma situação, a fim de
recorrer da decisão judicial. Eles irão pedir o anulamento do
julgamento, embasado no fato de que apesar dos jurados
reconhecerem que a acusada não teve a intenção de matar, não
levaram em consideração a legítima defesa.
O julgamento foi presidido pelo juíz José Antonio Bernardo da 2ª
vara judicial, e teve como representante do Ministério Público o
promotor Rogério Pinheiro Pagani.
Segundo a versão de Elaine, ela sofreu violência doméstica de
seu amásio, o que culminou com os fatos existentes.
“Ele estava em um bar e eu fui pedir dinheiro para comprar
carne. Ele me mandou embora e disse que em casa conversaríamos.
Porém Alexandre demorou muito porque foi se encontrar com outra
mulher, e quando chegou começamos a discutir. Ele segurava meu
braço e empurrava meu pescoço. Eu não agüentava mais esta
situação. Na hora, vi um pote de gasolina que serviria para
diluir tinta, já que íamos pintar o fogão e resolvi jogar nele”,
justificou a acusada na época do crime, dizendo inclusive que
procurou o amásio na Santa Casa para pedir perdão.
Alexandre, por sua vez, teve 60% de seu corpo atingido pelas
queimaduras, na face, pescoço, tronco e membros superiores, além
de bolhas difusas generalizadas. Sua morte ocorreu no dia 14 de
junho, em um hospital de Bauru.
Elaine acabou se entregando na delegacia no dia 22 de junho, e
ficou presa durante cinco meses e meio na Cadeia de Lutécia, até
conseguir o habeas corpus, que estendeu até o presente
julgamento.
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