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Para sindicalista, mais uma vez sobram ‘migalhas’
O presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota, João Motta,
afirmou que a ‘novela’ continua. “Somos obrigados a aceitar as
migalhas que nos sobram, mas não desistimos nunca, precisamos de
soluções definitivas, Seguro de produção e renda já!”,
reivindicou o sindicalista. A declaração de Motta foi feita por
conta da informação de que os produtores rurais ganharam do
governo, prazo extra para solicitar aos bancos a prorrogação das
dívidas de custeio e investimento.
No caso de custeios prorrogados de anos anteriores, o prazo para
solicitar a prorrogação dos débitos vence nesta sexta-feira. Mas
o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou também ontem a
ampliação do prazo para 30 de outubro. “Até 30 de outubro as
operações que vencem ou venciam este ano estão adimplentes”,
afirmou o secretário de Política Econômica, Gilson Bittencourt,
do Ministério da Fazenda.
Para as prestações que vencem em novembro, os produtores têm até
o fim do mês de novembro para solicitar a prorrogação. A
prorrogação foi autorizada pelo governo neste ano e a parcela
que vence em 2007 foi reescalonada para o fim do contrato. Para
as dívidas de investimento, os bancos têm até o dia 15 de
outubro para operacionalizar o desconto e o alongamento das
dívidas que vencem este ano. O prazo foi ampliado para 17 de
dezembro, de acordo com decisão de hoje do CMN.
Resolução anterior do Banco Central também determinava que o
produtor que tivesse pago a dívida de custeio e de investimento
antes da decisão do governo de conceder o rebate receberia um
desconto no saldo devedor. O CMN definiu hoje que o prazo para
concessão do desconto será 17 de dezembro.
Outra decisão de ontem do CMN trata da classificação de risco
das operações do crédito rural. Segundo Bittencourt, quando for
feita uma operação de crédito rural prorrogado com autorização
do CMN, o banco não precisará reclassificar as operações com o
pior risco. O artigo 8º da Resolução 2.682 definia que era
preciso reclassificar a operação no pior risco, o que, segundo
ele, era um dos fatores que estavam dificultando a concessão de
novos créditos para os produtores rurais. “Somos obrigados a
aceitar as migalhas que nos sobram”, repetiu o presidente.
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