Saúde de Assis volta a monitorar suspeitas de gripe A

O secretário de Saúde de Assis, Eduardo de Camargo Neto, revelou nesta terça-feira que o departamento de Vigilância Epidemiológica do município está monitorando dois casos de pessoas com suspeitas de estarem infectadas com o vírus da gripe A (H1N1). Segundo ele, uma paciente da cidade foi encaminhada para exames em Marília e um idoso, residente em Echaporã, está internado em um hospital particular. Ambos apresentaram insuficiência respiratória.

Camargo Neto afirma que, no caso do senhor de idade avançada, fator que pode colaborar com o aparecimento de sintomas de gripe e resfriado, ainda não foi feito exame específico para esclarecer a suspeita de gripe suína. “Ele estava entubado em UTI, mas está melhorando e passa bem. Quando tiver condições, precisará fazer novos testes. Já serão monitorados os familiares e as pessoas com quem ele teve contato, através do departamento de saúde de Echaporã, que nós já avisamos”, informou.

De acordo com o secretário, a outra paciente havia dado entrada em uma unidade de saúde na última sexta-feira. “Em decorrência desta situação, a população pode ficar tranquila, pois a Vigilância Epidemiológica está conseguindo controlar a doença na cidade”, ponderou. “Convocamos os assisenses a, se possível, deixar de ir em locais de risco, mas, se isso for necessário, usar máscaras e tomar medidas de precaução. As pessoas também devem evitar aglomerações”, recomendou.

Bloqueio

Para evitar o contágio da gripe A em Assis, o secretário da Saúde assisense anunciou que na segunda-feira realizou uma reunião com a secretária municipal da Educação, Ângela Canassa, para organizar um trabalho de conscientização dos pais dos alunos da rede de escolas e creches da prefeitura.

Eduardo de Camargo pretende fazer um outro trabalho para bloquear a doença a partir do Terminal Rodoviário. Ele disse ter se reunido com o administrador do local, onde estima-se que circulam 2000 pessoas por dia, tomando ônibus para diversas cidades e regiões do país.

“Reparei que nenhuma empresa de transporte de passageiros fornece máscaras de proteção. O ônibus, ambiente fechado é propício para propagação do vírus A (H1N1). Então eu dei a ideia para o administrador convocar uma reunião com todas as empresas que prestam serviço no Terminal Rodoviário de Assis e tomarem uma decisão neste sentido. Podemos inclusive dar exemplo para outras cidades”, finalizou o secretário.