CAC faz 2x1 em Florestópolis e está na final

Uma verdadeira batalha. Assim foi definida por quem esteve em campo a partida do último domingo entre o Cândido-motense Atlético Clube (CAC) e Florestópolis, a segunda da semifinal da 4ª Copa Rádio Brasil Sul de futebol de campo. O jogo foi no Estado do Paraná e a pressão da torcida contrária foi o principal obstáculo, maior até que o time adversário. Mas os ‘guerreiros’ de Cândido Mota superaram o desafio e venceram por 2x1, garantindo vaga na final do campeonato.

O técnico Luciano Fontana Júnior informou que as dificuldades começaram antes mesmo de a equipe chegar no estádio. “Já na chegada começaram a lançar rojões na direção do ônibus. Para entrar no campo precisa passar pelo meio da torcida. O pessoal jogava bomba nos pés dos jogadores e faziam ameaças de que se ganhássemos lá, não sairíamos vivos”, descreveu.

Estima-se que havia mais de 2000 pessoas nas arquibancadas, que ficam bem próximas à beira do campo. “Facilitava para o torcedor gritar, xingar e jogar objetos, principalmente bombas nos nossos atletas quando esses iam fazer a cobrança do lateral”, comentou.

Na avaliação do técnico, dentro de campo também houve reação ofensiva por parte dos jogadores do Florestópolis, que fizeram pressão desde o início do jogo. O Cândido-motense começou a partida perdendo por 1x0, mas empatou ainda no primeiro tempo com um gol de pênalti marcado por Gustavo Paes, o “Canhoto”, artilheiro isolado do CAC.

De acordo com o técnico Ninho Fontana, o jogo precisou ser interrompido por cerca de meia hora quando eram transcorridos 10 minutos do 2º tempo. “Depois de uma falta, um jogador nosso foi atendido pelo massagista. Quando o juiz foi reiniciar a jogada, o meia Thierson levou uma cusparada no rosto e revidou de imediato com um tapa no atleta de Florestópolis. Os dois foram expulsos. Ao chegar no banco, os reservas e os seguranças vieram até à nossa área e queriam agredir nossos defensores”, detalhou Fontana, que ameaçou tirar o time de campo em virtude da falta de segurança, mas foi contido pelo juiz.

A segunda etapa teve ao todo quase 60 minutos de duração, com sete de acréscimo. Conta o técnico que foi um jogo emocionante, com diversas bolas na trave dos dois lados. Aos 25 minutos, Andrezinho fez o gol da vitória, deixando o torcedores paranaenses ainda mais furiosos. “Prevaleceu a garra dos nossos jogadores, que agiram com atitude e comprometimento para chegarmos à final. Eles não tremeram apesar de todas as condições”, avaliou Fontana.

Batalha extracampo

Apesar de tudo o que o time do CAC passou, ninguém ficou ferido. Por segurança, o ônibus com os jogadores, comissão técnica, o carro oficial com o prefeito Roberto Bueno e veículos de alguns torcedores foram escoltados até saírem de Florestópolis por viaturas da polícia local, com apoio de policiais de Porecatu e Bela Vista do Paraíso.

Antes disso, outras cenas de selvageria foram presenciadas por cândido-motenses. “Os torcedores queriam invadir o campo e agredir nossos jogadores. Lá eles são bem violentos. Até o prefeito quase foi agredido. Depois do jogo, arrebentaram o carro de uma emissora de rádio na rua. Por sorte deixamos o ônibus protegido na delegacia”, contou o secretário municipal de esportes, César Augusto Alves Arruda.

A primeira partida da final está marcada para o próximo domingo, no estádio municipal Benedito Pires, a partir da 10h30. O adversário será São Luiz, que venceu a primeira semifinal dia 19 contra João Ramalho por 3x2 e garantiu vaga na finalíssima com um empate em 0x0, jogando em casa.