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Cooperativista defende união para progresso da categoria
Para comemorar o Dia do Agricultor neste dia 28 de julho, a
Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana (Coopermota),
ofereceu na Unidade de Negócios de Cândido Mota um café-da-manhã
especial para clientes, cooperados e funcionários do setor,
especialmente aos agricultores. Quem passou pelo local tinha à
disposição chá, café, refrigerante e salgados variados.
O vice-presidente da Coopermota, Wadih Kotait Neto falou com a
reportagem do Diário do Vale e, embora admita que o
cenário para o produtor rural não seja favorável, a entidade
sempre trabalha para que a situação melhore. “Sempre vemos
notícias de que põem o agricultor para baixo. Infelizmente os
agricultores fazem parte de uma classe desunida. Não podemos
‘tapar o sol com a peneira’. Temos que trabalhar para a união
dos agricultores. Não só as entidades, sindicatos, mas
especialmente os próprios produtores rurais”, defendeu.
O cooperativista, que trabalha há 10 anos no setor, acredita que
apenas fazer protestos e reclamar do governo, sem haver união
entre os agricultores, não levará a categoria a lugar nenhum.
“Vai sempre ter essa ‘briga de gato e rato’que não vai levar a
nada. Um exemplo claro que eu tiro da falta de união é aqui na
própria cooperativa. Dos 1.700 cooperados, só uns 50 participam
ativamente das reuniões. Aqui quem manda são os agricultores.
Cadê a união desta classe em prol da entidade que os
representa?”, questiona.
No entanto, Kotait Neto reconhece que realmente falta da parte
dos governantes, mais apoio como, por exemplo, com um seguro que
dê tranquilidade ao homem do campo. “A cooperativa busca a todo
o momento, no que tange a ela, melhorar as condições para que os
agricultores possam se manter na atividade”, declarou.
Passado e futuro
Na opinião do vice-presidente da Coopermota o pequeno agricultor
é ainda quem mais sofre com os problemas enfrentados pela
categoria. Ele explica que antes este grupo vinha para a cidade
à procura de melhores condições de vida, mas nos últimos tempos
está retornando ao campo para produzir e sobreviver, enquanto
que o grande produtor tem uma garantia financeira maior, mas
também tem sacrifícios.
Na visão de Kotait, está cada vez mais difícil sobreviver apenas
da agricultura. “Os grandes agricultores da atualidade são os
que seguiam os pais. Hoje em dia, os filhos deles normalmente
não querem seguir a carreira por verem o sofrimento dos
antecessores e buscam novas carreiras”, avalia.
Wadih cita que, dentre os associados da Coopermota, mais da
metade tem mais de 60 anos. “A moçada não está se interessando
pelo ramo por conta de toda a situação de crise que desestimula
o jovem. Ser agricultor, produzir alimentos, deveria ser um
motivo de orgulho. Mas vamos continuar lutando para que a
agricultura no Brasil seja mais valorizada e volte a ter um
reconhecimento digno”, finalizou.
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