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Piracema tem início a partir de domingo
Começa nesse domingo, dia 1º, o período de piracema em todo
Estado de São Paulo. Fica proibida a pesca de espécies nativas
da Bacia do Rio Paraná até o dia 28 de fevereiro quando
encerra-se o período de desova desses peixes. O chefe da
regional do Ibama de Assis, Eliseu Pedro Ribeiro, informa que a
equipe, juntamente com a Polícia Ambiental estará fiscalizando
toda a região.
Durante esse período segundo Eliseu será permitida somente a
pesca de espécies que não são provenientes da Bacia do Rio
Paraná, como Piauçu, Tucunaré, Corvina, Bagre Africano e
Tilápia.
“Para pescadores amadores será permitida somente a pesca de
espécies exóticas que são oriundas de outro país e as alóctoni
de outras bacias, porém até 3 quilos. Já os pescadores
profissionais podem pescar somente com vara e anzol até 10
quilos das mesmas espécies. Em ambos os casos, os pescadores que
forem flagrados pescando espécies nativas ou com quantidade
maior que o permitido serão autuados”, disse Eliseu.
Além da autuação também será apreendido todo o material
utilizado para a pesca e até mesmo barcos com motor se estiverem
sendo usados para tal finalidade. A multa varia de acordo com o
impacto do crime que o pescador fizer.
“Nos pesqueiros será permitida a pesca de espécies nativas,
desde que ao ser flagrado com o peixe o pecador comprove através
de nota fiscal a procedência do mesmo”, esclareceu ele.
Eliseu ainda faz um alerta aos pescadores profissionais que por
acaso forem pegos pescando espécies nativas.
“Não será aceita a desculpa de que a pesca dessas espécies é
para sobrevivência, pois durante o período de piracema os
pescadores profissionais têm direito a receber o seguro
desemprego”, completa Eliseu.
Quem tem estoque de peixes in natura, resfriados ou congelados,
provenientes de águas continentais, existentes nos frigoríficos,
peixarias, entreposto, postos de venda, restaurantes, hotéis, e
similares, tem que fazer a declaração do estoque na sede do
Ibama, até dois dias após o início do período proibitivo, ou
seja até o dia 4 de novembro.
A multa para a pesca durante o período de defeso da piracema
varia de R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 10 por quilo
do produto da pescaria. A mesma multa está prevista para quem
manter em estoque e/ou comercializar pescado durante a Piracema
sem declaração de estoque, ou declaração irregular. Além da
multa, pescar na Piracema pode resultar em detenção de um a três
anos, podendo a pena de detenção ser cumulativa com a multa.
“Eu faço questão de declarar que os pescadores que se dizem
muito espertos pescando no período da piracema que é quando as
espécies estão vulneráveis na verdade não têm nenhuma
consciência de que acabando com as matrizes esses peixes podem
ser extintos e caso os filhos ou netos sejam pescadores também
não terão o que pescar. É necessário ter essa consciência para
não acabar com os peixes de nossos rios”, acrescentou Eliseu.
Ele pede também que as pessoas contribuam com a fiscalização
denunciando quando virem alguém cometendo algum crime ambiental.
O número para quem quiser fazer uma denúncia é (18) 3323-5966,
não é necessário se identificar.
Pesca proibida
Eliseu ressaltou ainda que existem algumas espécies como Dourado
e Pintado, cuja pesca está proibida durante o ano todo devido às
mesmas estarem ameaçadas de extinção.
“Esses peixes não podem ser pescados de maneira alguma e caso
alguém seja flagrado pescando essas espécies será autuado
também. A proibição é feita a partir de um decreto do governo de
Estado”, esclareceu Eliseu.
Setor sofre com baixo desempenho agrícola
O impacto do desempenho agrícola no setor de transporte de
cargas é muito grande, pois corresponde ao maior volume de
serviços prestados pelo setor na região. Tanto que o frete
corresponde a uma parcela significativa dos custos operacionais.
“Embora as empresas de transporte estejam operando com valores
mais baixos do que os praticados na safra passada, o frete ainda
é uma variante pesada sobre a atividade agrícola”, declara José
Bernardo Ludwig, presidente do Sindicato das Empresas de
Transporte de Cargas de Assis.
Com o baixo desempenho da safra de inverno, o setor de
transporte de cargas também passa por uma situação delicada,
tendo que driblar aumentos de toda ordem sem ter que mexer no
valor final do frete. “ O ideal seria se pudéssemos trabalhar
com uma taxa superior entre 20 a 30% do valor atual, mas isso é
impossível em virtude da situação econômica da região. Com isso,
há transportadoras que colocam a própria atividade em risco
sujeitando-se aos baixos valores praticados no mercado, sem
levar em consideração a sua própria margem de segurança”, avalia
Ludwig.
A situação torna-se mais preocupante quando se fala na
instalação do pedágio na região. “Isso terá que ser considerado
na formação do frete e precisamos mobilizar o setor para que
isso não afete ainda mais a vulnerabilidade do setor”, diz
Ludwig. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de
Assis fica na rua Brasil, nº 249 e pode ser contatado pelo
telefone (18) 3321 4164.
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