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Aprovada lei que autoriza doação a entidades e administração
pública
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da
Câmara Federal aprovou nesta quarta-feira, relatório em que o
deputado federal Milton Monti (PR-SP) defende a venda ou o uso
de bens apreendidos via processo administrativo. A destinação
desses bens, conforme prevê o projeto de lei 670/2007, relatado
por Milton Monti, seria para o serviço público (prefeituras,
estados e União) ou para entidades de utilidade pública, como as
organizações não-governamentais que prestam serviços para suas
comunidades.
Milton Monti disse que a proposta gera economia e evita
desperdícios de recursos que podem ser utilizados em proveito da
população. Segundo ele, a venda sumária ou a utilização dos bens
apreendidos evita que muitos produtos estraguem nos estoques.
“Quantas ongs precisam de computadores para realizar melhor seu
trabalho, enquanto milhares de equipamentos ficam obsoletos em
depósitos de apreensão? Quantos veículos estragam em galpões e
pátios, enquanto a frota pública sofre com o sucateamento? Além
disso, quanto custa manter esses materiais em armazéns, enquanto
o processo caminha até uma decisão final? A proposta é reduzir
custo de estocagem por um lado e converter problema em solução,
resolvendo a situação de muitas entidades sérias e repartições
públicas que querem trabalhar pelo bem da população”, comenta o
autor do relatório.
Milton Monti reafirmou que é favorável ao projeto 670/2007, do
deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), porque o chamado rito sumário
proporciona economia significativa para os cofres públicos. De
acordo com o projeto, a perda dos bens pode ocorrer antes da
decisão judicial e, até mesmo, antes do fim do processo
administrativo, salvo se houver decisão do juiz em contrário. A
proposta também atinge os bens que estiverem à disposição da
Justiça como corpo de delito, produto ou objeto de crime. “São
medidas que, sem dúvida, vão contribuir para melhorar a
eficiência da administração pública e o trabalho de ongs sérias
em nosso país”, completou Milton Monti. (Colaborou Assessoria
de Imprensa)
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