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Queima da palha da cana pode acabar
de vez até 2012
De abril a julho deste ano, na
região de Ribeirão Preto, cerca de 260 mil hectares de
cana-de-açúcar já foram queimados. Essa área equivale,
aproximadamente, a 2.600 vezes o gramado do maior estádio do
país, o Maracanã. Apesar dessa prática na pré-colheita da cana
ter sofrido uma queda de quase 43% em comparação com o mesmo
período de 2008, a queimada ainda continua oferecendo os mesmos
riscos para a saúde da população local e também ao meio
ambiente.
Estudos do Instituto de Química da
Unesp de Araraquara afirmam que o material resultante da queima
que fica em suspensão no ar é mutagênico e cancerígeno. Com o ar
mais seco, aumenta consideravelmente o risco de as pessoas
adoecerem.
“No período das queimadas (de abril
a novembro), o número de internações na rede pública de saúde
aumenta em 3,5 vezes, principalmente entre crianças e idosos”,
diz a deputada estadual Vanessa Damo (PV-SP), que no final do
mês de março último apresentou na Assembléia Legislativa do
Estado de São Paulo, projeto de lei pedindo o fim da queima da
palha nos próximos três anos.
O
projeto apresentado pela parlamentar prevê várias etapas para o
fim da queima. Em terrenos de até 150 hectares e com declividade
igual ou inferior a 12% (que permitem a adoção de técnicas de
mecanização da atividade), 75% da área cortada deve ter a queima
eliminada até 2010. Para 2011, essa margem deve saltar para 85%,
chegando a 100% em 2012.
Para os
terrenos onde a mecanização é inviável (que têm declividade
superior a 12%), os prazos são: 55% até 2011, 75% até 2013 e,
finalmente, 100% até 2014. Durante esse tempo de adequação, ela
também quer que seja obrigatória a queima da palha somente no
período da noite, entre o pôr e o nascer do sol, quando a
temperatura ambiente é mais amena, além de exigir a Licença
Ambiental Prévia para cada terreno. (Colaborou Assessoria de
Imprensa)
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