Agendado inicialmente para acontecer no dia 10 de
novembro e adiado por conta das chuvas, o evento que
vai marcar as atividades relacionadas ao diabetes em
Cândido Mota, vai acontecer neste dia 1º, na praça
Monsenhor David, da igreja matriz. A informação é da
Secretaria de Saúde e Higiene de Cândido Mota,
responsável pela organização do evento, previsto
para começar às 8h e se estender até às 11h. Vai
haver uma série de atividades relacionadas ao
diabetes.
“Realizaremos testes de glicemia, aferição de
pressão, índice de massa corpórea e atividades
físicas, com o objetivo de alertar a população sobre
a necessidade dos cuidados para prevenção das
complicações do diabetes. Realizaremos diagnósticos
precoces, esclarecimentos à população, participação
da equipe ‘extra muro’, estimulando o trabalho de
orientação”, adiantou o secretário Nelo Poletto.
De acordo com o coordenador do Posto de Saúde, Luiz
Henrique de Moura, o evento tem o apoio de alunos
dos cursos de Enfermagem e de Nutrição da Unip -
Universidade Paulista e da Fenad (Federação Nacional
do Diabetes).
Por fim, o prefeito Roberto Bueno (PHS) ressaltou a
importância da participação da população no evento
do próximo sábado sábado. “Estas ações são
importantes para a detectar e prevenir complicações,
em lugar de encontrar a doença por meio das
complicações já instaladas” declarou Roberto Bueno.
A doença
O Diabetes Melitus é um distúrbio causado pela falta
absoluta ou relativa de insulina no organismo.
Quando a insulina produzida pelo pâncreas se torna
insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida
pelas células, o que provoca a elevação dos níveis
sangüíneos de glicose, cuja taxa normal em jejum é
de 70 a 100 mg por 100 ml de sangue.
Trata-se de um dos mais graves problemas de saúde
pública, pois, ao se reconhecer que a principal
causa da mortalidade no mundo que são as doenças
cardiovasculares, o diabetes contribui com 40%,
pode-se considerar como doença crônica isoladamente,
é a maior causa da morbi-mortalidade em todo o mundo
(IDF 2003).
Novas estatísticas da Federação Internacional de
Diabetes comprovam o aumento da doença em crianças e
adolescentes. De acordo com a federação, 440 mil
crianças com menos de 14 anos têm diabetes Tipo I
(quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma
quantidade de insulina) e que a cada ano cerca de 70
mil desenvolvem esse tipo. Já o diabetes Tipo II,
que antes se desenvolvia apenas em adultos acima de
50 anos, está aumentando com uma rapidez alarmante
entre os jovens.