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Freqüência de chuvas em CM
beneficia setor agrícola, diz engenheiro agrônomo
As constantes chuvas que vêm
ocorrendo no município, podem ser consideradas positivas para o
setor agrícola, segundo o engenheiro agrônomo da Coopermota,
José Roberto Gonçales Massud. Ele declara que os índices
pluviométricos encontram-se bem moderados em relação ao ano
anterior, ou seja, as chuvas desde o início do mês se alternaram
bastante, o que é benéfico para o solo.
Massud ressalta no entanto, que
está faltando determinado equilíbrio, pois a diferença entre a
temperatura máxima e miníma encontra-se praticamente
inexistente.
“As chuvas registradas já foram
suficientes para a reserva no solo. Agora é necessário que
tenhamos sol, e as temperaturas máxima e mínima tenham pelo
menos variação de 10 graus uma da outra, e não permaneçam como
atualmente. A planta precisa ter um equilíbrio entre água, luz e
temperatura”, esclareceu o agrônomo.
Ele declara que até terça-feira
conforme os registros do IAC (Instituto Agronômico de Campinas),
Cândido Mota obteve 16 dias de chuva, totalizando 155,9
milímetros, números considerados normais para esta época do ano.
Já no ano passado, nos 31 dias do mês de janeiro, foram
registrados 19 dias de chuva, totalizando 309,8 milímetros.
“Neste ano tivemos uma constância
maior de chuva em volume menor. Já em 2007 se formos verificar
houve períodos diversificados, sendo que em alguns dias o volume
de chuva foi muito grande. Porém naquela época a variação de
tempratura máxima e mínima estava mais controlada”, observou
Massud.
Ele informa também que no momento
as culturas de soja e milho encontram-se em período de granação,
ou seja, enchimento dos grãos, portanto, se a chuva realmente
cessar nos próximos dias, como prevê os institutos de
metereologia, a colheita deve ser bem satisfatória.
“Esperamos que a partir de agora o tempo colabore para o
desenvolvimento da planta, e colheita no tempo correto, que é no
mês de março. Caso contrário, podemos ter como fator prejudicial
o planejamento do agricultor.
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