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Produtores rurais querem urgência em votação do novo Código
Florestal
Em todo o país, os produtores rurais estão se mobilizando para
pressionar o Congresso a votar imediatamente as atualizações do
Código Florestal. Tendo em vista as eleições do próximo ano, os
produtores temem que a votação seja postergada e para isso não
acontecer, as entidades e federações do setor rural estão
empenhadas em convencer os parlamentares a votar as alterações
ainda este ano.
Paralelo a isso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA),
presidida pelo Deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), estuda a
substituição do atual Código Florestal por um Código Ambiental
que visa regulamentar a preservação ambiental a partir de bases
técnicas tanto para atividades econômicas desenvolvidas nas
cidades como no meio rural. A FPA quer apresentar o projeto de
lei sobre o Código Ambiental ainda em maio.
Diante desse quadro, os representantes dos produtores aqui na
região estão preocupados com a confusão que esses dois
movimentos, correndo em paralelo, podem provocar na meta
principal que é mudar a legislação atual e impedir que os
pequenos e médios produtores continuem sendo penalizados.
“O nosso esforço em conscientizar os produtores também deve ser
aplicado pelos parlamentares para unificar as energias em torno
do mesmo objetivo que é a votação das mudanças no Código
Florestal. Isso é mais importante neste momento do que se lançar
em um novo projeto como o Código Ambiental”, justifica Orson
Mureb Jacob, presidente do Sindicato Rural de Assis.
O sindicalista explica que a iniciativa da Frente Parlamentar da
Agropecuária em criar um Código Ambiental é ‘louvável’, porém
‘deve-se ter o cuidado de se estudar detalhadamente quais
medidas são realmente viáveis e eficazes na preservação
ambiental para não se incorrer no mesmo erro cometido na
elaboração do Código Florestal, que segundo estudos da Embrapa,
sua aplicação em todo o território nacional desqualificaria
muitas áreas produtivas’.
Outro argumento citado por Jacob se refere à falta de estudos
científicos que comprovem que a reserva legal, tal como é
proposta pela legislação atual, seja realmente eficaz na
preservação dos ecossistemas. A” falta de coerência e
embasamento técnico da atual legislação ambiental é o que mais
preocupa os produtores, pois os órgãos fiscalizadores baseiam-se
na lei para avaliar as propriedades e aplicar multas e
penalidades”, disse.
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