Quatro professores integram grupo de avaliadores do MEC

Os professores doutores Luiz Ricardo Begosso e José Augusto Fabri, da Fema, concluíram na semana passada um treinamento do Ministério da Educação que os credencia a serem avaliadores do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Outros dois professores da instituição, Luiz Carlos Begosso e Reynaldo Campanatti, já fazem parte do grupo, avaliando as solicitações de criação e renovação de reconhecimento de cursos e também das próprias instituições.

Para Begosso, além do reconhecimento do MEC por terem sido selecionados, a participação vai possibilitar um contato direto com diversas realidades do ensino superior, já que os avaliadores prestam serviço em universidades públicas e particulares em todo o Brasil, exceto nos estados que contam com Conselhos Estaduais de Educação, como o caso de São Paulo.

“São muitos os critérios que devemos observar in loco, desde a qualificação docente, documentos, acervos bibliográficos, laboratórios, e isso certamente irá contribuir para nosso crescimento não apenas enquanto docentes como também na área administrativa”, ressalta Begosso, que além de professor de Informática responde pela direção executiva da Fema. O professor Fabri ressalta também a oportunidade de contribuir para a melhoria do ensino superior de todo o país.

O professor Luiz Carlos Begosso, que também é vice-diretor do Imesa (Instituto Municipal de Ensino Superior de Assis), fará de 23 a 26 deste mês sua primeira avaliação, sobre um pedido de autorização para abertura de um curso na área de Informática da Faculdades Franciscanas, em Blumenau (SC). Tranqüilo quanto à tarefa por já ter essa atribuição junto ao Conselho Estadual de Educação, ele observa que o instrumento de avaliação do MEC é bastante detalhado, o que exige uma atenção muito grande por parte do avaliador.

Por sua vez, o professor Reynaldo Campanatti, que já ocupou a diretoria-executiva da Fema e também é avaliador do CEE, iniciou esse trabalho no ano passado. A atividade mais recente ocorreu em maio, quando a equipe de avaliadores retornou a Salvador (BA) para verificar o cumprimento das exigências apresentadas pela equipe no final do ano passado, tendo sido negado o pedido de autorização de funcionamento de um novo curso na Faculdade da Bahia.

“Estivemos lá novamente, nossas sugestões foram atendidas, e finalmente pudemos dar um parecer positivo”, conta. Campanatti ressalta que, sendo o Brasil um país com dimensões continentais, é preciso respeitar a realidade e a cultura de cada região. “Por atenderem a uma legislação única, percebemos que a diferença maior está nas condições de trabalho das instituições”, completa. (Colaborou Assessoria de Comunicação da Fema)